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A história da Ginástica Rítmica começa um pouco mais tarde do que a da
Ginástica Artística. Este tipo de atividade física aposta mais na elegância
e na beleza do que no esforço e na resistência. A outra diferença
importante entre a Ginástica Desportiva e a Ginástica Artística
baseia-se na forma de utilização dos equipamentos, que são complementos
dos movimentos na primeira e suporte para as acrobacias na segunda. Neste
sentido, a pontuação na Ginástica Rítmica baseia-se não só na execução
correta dos movimentos, mas também na graciosidade das atletas, pois este
desporto está reservado apenas às mulheres (competitivamente falando).
A Ginástica Desportiva já
era praticada desde os finais da I Guerra
Mundial, embora sem que regras específicas tivessem sido fixadas. Muitas
escolas inovaram a forma como se praticavam os exercícios tradicionais de
ginástica através da junção da música que exige o ritmo nos
movimentos das ginastas. Apenas em 1946 é feita uma primeira distinção
na ginástica de competição, na Rússia, quando surge também a designação
de Rítmica.
Em 1961 vários países do leste Europeu organizam um campeonato
internacional desta disciplina e no ano seguinte a Federação
Internacional de Ginástica reconhece a nova modalidade nas suas regras,
sendo que em 1963 se realiza o primeiro campeonato mundial. A maior
parte dos equipamentos utilizados atualmente foram introduzidos nesta
competição com a exceção da fita e das maças.
Em 1984 a Ginástica Rítmica faz a sua primeira aparição olímpica,
embora as melhores ginastas a nível mundial, provenientes dos países do
Leste europeu não tivessem concorrido nesse ano devido ao boicote
realizado por esses países. Em 1996 os Jogos Olímpicos trazem ainda uma
outra modificação nesta competição, tendo sido introduzida a prova de
grupo.
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