1 – Barra Fixa
Na barra fixa
executam-se, exclusivamente, séries de movimentos de
impulsos, que são apresentados sem quaisquer interrupções.
Trata-se de uma prova de competição somente masculina.
Das séries dos
grandes campeões nos constarão, principalmente, giros
gigantes, oitavas e giros em torno do eixo longitudinal,
bem como elementos de vôo (elementos com soltura das duas
mãos). Além disso, são muitos valorizados os elementos que
permitem uma rápida mudança de movimentos próximos e
distantes da barra. A suspensão dorsal aparece muito na
barra fixa, assim como no esquadro, cuja a execução na
barra fixa é mais difícil do que no cavalo de alças e nas
paralelas, porque deve-se girar as mãos ainda mais para
dentro. Isto não leva a melhores condições para a
empunhadura.
Na barra fixa
não se consegue alcançar o apoio para o esquadro, podendo
executar apenas movimentos para frente. É necessário ter
bastante coragem, já que os movimentos são executados de
grande distância do eixo de rotação e com muita
velocidade. Também as saídas, como o salto mortal triplo e
os saltos para trás e para frente com meio giro, oferecem
um grande risco. A ginástica na barra fixa exige muito das
palmas das mãos. Acostuma-se a isto, usando-se protetores
de couro e cuidando das mãos com os meios adequados após o
treino.
Para facilitar o
aprendizado dos exercícios de barra fixa, é utilizada a
barra baixa. Permite-se desta maneira, maior segurança e
auxílio.
Empunhaduras:
São importantes
porque devem acompanhar e permitir o sentido do giro que o
corpo faz em torno da barra. No ambiente da ginástica, a
forma de segurar a barra é também chamada de "tomada".
Tipos de
empunhaduras:
- Empunhadura dorsal: pode
ser chamada de "normal".
- Empunhadura palmar: pode
também ser chamada de "invertida".
- Empunhadura mista palmar-dorsal:
é a empunhadura em que um das mãos segura a barra em
tomada palmar e a outra em tomada dorsal.
- Empunhadura cubital: para
se entender esta empunhadura, estenda seus braços para
frente com as palmas das mãos voltadas para o chão. Faça a
seguir uma rotação dos braços para fora, ficando os
cotovelos voltados para cima. Desta forma, é que deve ser
empunhada a barra. Esta empunhadura exige flexibilidade
para rodar os braços e uma grande exigência incide sobre o
pulso.
- Empunhadura mista cubital-palmar:
é uma combinação da empunhadura cubital com a palmar.
- Empunhadura cruzada dorsal:
empunhadura com os braços cruzados.
Apoio:
Diz-se apoio
quando os pontos de sustentação do corpo estão sobre o
aparelho.
Suspensão:
Quando os pontos
de sustentação do corpo estão abaixo do aparelho.
Medidas da barra fixa:
A altura da
barra numa competição oficial para adultos é de 2,50 m.
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Apreciação metodológica da barra:
Para melhor
compreendermos a técnica dos movimentos da barra, é
necessário lembrarmos da teoria sobre a curva de Hufte.
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Quando um corpo
móvel gira em torno de um eixo fixo ao qual está preso,
haverá uma aceleração se houver um encurtamento do raio.
Este princípio é muito importante, pois se o corpo
desequilibrar, entrando, assim, em movimento de rotação em
torno da barra e mantendo-se rígido durante toda a
trajetória, ele não completará a volta em torno do eixo
(barra).
O corpo só
conseguirá permanecer girando se for produzida uma força
que provoque a impulsão necessária. Esta força é obtida
pelo encurtamento do raio através da flexão dos segmentos
do corpo, durante a execução dos exercícios.
Outra
particularidade deve ser observada para o praticante do
aparelho, é a de dividir-se o plano perpendicular à barra
em quatro quadrantes.
Os exercícios
serão observados e analisados durante sua passagem em cada
um dos quadrantes. As saídas são feitas no quarto
quadrante.
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Na barra podemos
dividir os exercícios nos seguintes grupos:
a.
Giros
São todos os
giros executados sem forçar a articulação escápulo-umeral.
- Giros com
corpo estendido
- Giros com
corpo carpado
- Giros com
os pés em contato com a barra
b.
Giros de ombro
São aqueles que
forçam a articulação escápulo-umeral.
c.
Elementos com largadas
d.
Kippes
Exercícios de Barra Fixa:
A subida de oitava
Este elemento
nos traz facilmente à posição de apoio sobre o aparelho.
Pode ser executado partindo da posição de pé e em
suspensão.
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Lembretes para a
técnica correta:
1 – Segura-se a
barra com empunhadura dorsal, colocando-se próximo a ela
com os braços flexionados e levando uma perna para trás.
2 – Procura-se
impulsionar os quadris para perto da barra. Para isso
deixa-se os braços e o quadril ligeiramente flexionados.
Une-se as pernas.
3 – Leva-se os
pés por cima da barra para trás. A cabeça acompanha a
direção do movimento.
4 – Levanta-se o
corpo no apoio e desloca-se as mãos. Nesta posição, o
corpo está totalmente estendido e contraído.
A passagem das pernas grupadas para a frente ("Hocke")
A passagem das
pernas flexionadas para a frente (hocke) nos leva ao apoio
necessário para muitos elementos.
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Lembretes para a
técnica correta:
1 – Em apoio,
impulsiona-se energicamente as pernas para trás; os ombros
só podem ultrapassar um pouco a barra.
2 – Flexiona-se
fortemente as pernas e os quadris, mantendo, porém, as
nádegas no alto e aumentando o ângulo braço-tronco.
3 – O ginasta
procura impelir rapidamente os pés para a frente, sobre a
barra, e estender as pernas.
4 – Leva-se os
ombros novamente para trás, chegando assim, ao apoio
estável das costas. As nádegas podem tocar a barra, no
final do exercício.
O giro de quadril para trás (oitava de apoio para apoio)
Neste elemento,
executamos um giro inteiro pelo eixo transversal do corpo.
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Lembretes para a
técnica correta:
1 – Depois de um
ligeiro impulso para trás, movimenta-se os quadris em
direção à barra, inclinando-os um pouco.
2 – Inclina-se a
cabeça na direção do movimento, pressionando a barra à
altura dos quadris. Impulsiona-se os pés para a frente.
3 – Com os
quadris flexionados, o ginasta gira com o corpo em volta
da barra; os pés comandam o movimento.
4 – Diminui-se a
velocidade do impulso das pernas, estendendo os quadris.
Desloca-se as mãos e assim alcança-se seguramente o apoio.
O balanço em suspensão com meia volta
No balanço em
suspensão com meia volta, soltamos pelo menos uma das
mãos. É possível executar este exercício com variantes e
com alterações de empunhaduras.
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Lembretes para a
técnica correta:
1 – Com o corpo
estendido, balança-se para frente e flexiona-se os quadris
depois de passar pela vertical.
2 – Quando os
pés estiverem um pouco acima dos tirantes da barra,
diminui-se a velocidade do impulso e inicia-se com os pés
o giro para a direita ou esquerda.
3 – No final do
impulso para a frente, o ginasta dá um impulso com a mão
direita para fora da barra, executando rapidamente a meia
volta. O braço de apoio está levemente curvado.
4 – Com
empunhadura mista ou dorsal (quando a mão esquerda ainda
está segurando), dá-se um impulso para a frente com o
corpo estendido.
O kippe de apoio
É um movimento
que leva da suspensão ao apoio, sendo um elemento
importante na ginástica em aparelhos, já que é executado
em diversos aparelhos.
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Lembretes para a
técnica correta:
1 – Com o corpo
estendido, o ginasta dá um impulso para a frente, com
empunhadura dorsal. Após passar à vertical, flexiona-se o
quadril.
2 – No final do
impulso para a frente, flexiona-se fortemente os quadris e
impulsiona-se o peito do pé para a barra.
3 – No impulso
para trás, no kippe, em suspensão, estende-se os quadris,
lança-se as pernas para a frente e para cima e diminui-se
a velocidade do impulso, antes que os quadris estejam
completamente estendidos. Com isto, os quadris se
aproximam do ponto de rotação.
4 – Deixa-se os
braços estendidos e eleva-se o tronco, deslocando, a
seguir, as mãos simultaneamente.
O kippe dorsal para frente
O elemento
conduz da suspensão ao apoio de costas.
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Lembretes para a
técnica correta:
1 – Com
empunhadura dorsal, começa-se, na posição lateral,
impulsionando as pernas para a frente. Depois da vertical,
eleva-se as pernas para a frente e para cima e as estende
por baixo da barra, para o kippe dorsal à frente.
2 – No kippe em
suspensão, balança-se para trás, flexionando
acentuadamente os quadris até alcançar novamente a
vertical, por baixo da barra.
3 – Começo a
estender os quadris quando os ombros tiverem alcançado a
vertical. Ao mesmo tempo, impulsiona-se a barra. Os pés
ficam atrás da barra e por cima.
4 – Diminui-se a
velocidade do movimento de extensão dos quadris, quando os
pés estiverem na vertical, sobre a barra. Depois,
levanta-se o corpo para o apoio. No final, o ginasta está
quase sentado na barra, com o corpo estendido.
Giro de quadril parcial para trás (oitava)
É um elemento
bastante difícil, que exige muito treino, força e uma boa
coordenação motora.
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Lembretes para a
técnica correta:
1 – No apoio
lateral de frente, com empunhadura dorsal, balança-se, a
partir de posição bem alta do tronco, com braços e corpo
bem estendidos, para a barra, sem tocá-la.
2 – Quando os
quadris estiverem próximos à barra, flexiona-se
ligeiramente e desloca-se os ombros para trás. Depois,
gira-se o corpo para trás em torno da barra, sem tocá-la
com os quadris ou as coxas até que os pés tenham passado
da vertical sobre a barra.
3 – Aumenta-se o
ângulo entre o braço e o tronco, e estende-se os quadris
na posição de parada de mãos. Gira-se as mãos no sentido
do movimento, deslocando-as.
O Überschlag estendido para trás
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Lembretes para a
técnica correta:
1 – Com
empunhadura dorsal, o ginasta dá um impulso estendido a
partir da parada de mãos. Pouco antes da vertical,
estende-se mais o corpo, para passar pela vertical
totalmente estendido e em seguida acelerar o movimento das
pernas.
2 – Chegando à
horizontal, diminui-se a velocidade do impulso das pernas.
A cabeça fica em posição normal, e as mãos dão um impulso
para se soltarem do aparelho. Continua-se o giro até
pousar com segurança nos pés.
Endo
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Lembretes para a
técnica correta:
1 – Com tomada
invertida, passagem pelo apoio invertido. O exercício está
sendo executado depois que o ginasta completou o giro de
costas. Quanto mais tarde as pernas entrarem na posição
carpada afastada, melhor sairá o movimento.
2 – O corpo
carpa ao mesmo tempo em que as pernas se afastam. O
quadril é mantido bem afastado.
3 – O ginasta
deve explorar bem a sua flexibilidade. Os braços ficam bem
estendidos. Se as pernas superarem a linha do ombro, mais
fácil sairá o movimento.
4 – Passagem
pela suspensão carpada afastada. É feita uma pequena
concavidade no peito, mantendo-se os braços e o ombros bem
alongados.
5 – Momento em
que o corpo começa a subir. As pernas são mantidas bem
juntas do corpo até esta posição.
6 – O quadril
começa a subir, ao mesmo tempo em que as pernas começam a
deixar a posição carpada. As mãos giram, para que possam
sustentar o peso do corpo no apoio.
7 – Os braços
chegam à posição de apoio sobre a barra, enquanto as
pernas e o quadril
elevam-se.
8 – Passagem
pelo apoio invertido.
Stalder
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Lembretes para a
técnica correta:
1 – O movimento
Stalder, que agora apresentamos, está sendo executado
depois de realizado o giro de frente (tomada normal). O
ginasta começa a carpar ao mesmo tempo em que afasta as
pernas.
2 – Passagem
pelo apoio, quando as pernas já começam a passar pelos
braços.
3 – As pernas
continuam carpando, mantendo-se sempre afastadas.
4 – O corpo
carpa acentuadamente, até que as pernas cheguem junto a
ele.
5 – Passagem
pela suspensão carpada afastada. Os braços ficam bem
estendidos.
6 – O quadril
começa a subir, mas mantendo-se bem afastado.
7 – O quadril
sobe, enquanto as pernas são elevadas lateralmente.
8 – Elevação do
corpo com os braços bem estendidos.
9 – Passagem
pelo apoio invertidos. Pernas estendidas e juntas.
Deslocamento
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Lembretes para a
técnica correta:
1 – O movimento
parte do giro de costas, estando o ginasta com tomada
invertida. Passagem pelo apoio invertido.
2 – O quadril
permanece afastado da barra, enquanto as pernas cruzam
entre os braços.
3 – É muito
importante nesta fase que o ginasta junte bem as pernas
contra o peito. Quanto maior a distância entre a barra e a
pernas, melhor. Os braços permanecem totalmente
estendidos, forçando os ombros a formarem um pequena
concavidade no peito.
4 – Passagem
pela suspensão carpada. As pernas são mantidas, até este
ponto, bem juntas ao tronco.
5 – A elevação
das pernas e quadril acima da barra. Nesta fase o corpo
começa a abrir.
6 – Passagem
pela posição de apoio, mantido o quadril bem elevado.
7 –
Desequilíbrio do corpo à frente, permitindo ao ombro sua
extensão. Último momento da tomada invertida.
8 – Deslocamento
dos ombros. Passagem da tomada invertida para a tomada
cubital. As pernas são lançadas para a frente.
9 – Giro em
tomada cubital.
10 – Passagem
pela suspensão alongada com tomada cubital.
11 – Os ombros
são projetados para cima e para frente, formando um
pequeno ângulo dos braços com o tronco. O corpo provoca
uma pequena carpa. Neste momento, em que a força
centrífuga é eliminada, as mãos largam a barra, passando a
tomada cubital para a tomada normal.
12 – Os ombros
projetados para frente, chegam ao apoio.