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Copa do Mundo de Ginástica Artística -
São Paulo - Brasil - Abril/2005
Confira as notícias sobre a etapa da Copa do
Mundo de Ginástica Artística que aconteceu em São Paulo, Brasil, entre
os dias 08 e 10 de abril de 2005:
Confira
aqui as imagens deste evento!
| 10/04/2005 |
Mosiah
fica com a prata na barra fixa
LANCEPRESS
Brasileiro
fica a apenas 0,075 da conquista da medalha de ouro
O brasileiro Mosiah Rodrigues ficou com a medalha de prata na prova
da barra fixa, que fechou a etapa de São Paulo da Copa do Mundo de
Ginástica, no Ginásio do Ibirapuera. Mosiah, que já havia
conseguido o bronze no cavalo com alças, obteve nota 9,400 e ficou
apenas 0,075 atrás do vencedor, o espanhol Manuel Carballo. O alemão
Robert Juckel levou a medalha de bronze, com 9,275 pontos. O outro
brasileiro que disputou a final da prova, Victor Rosa, foi o oitavo
colocado, com nota 8,200.
Confira o resultado final da prova da barra fixa:
1º - Manuel Carballo (ESP) - 9,475 pontos
2º - Mosiah Rodrigues (BRA) - 9,400
3º - Robert Juckel (ALE) - 9,275
4º - Aljas Pegan (ESL) - 9,125
5º - Matthias Fahrig (ALE) - 9,000
6º - Jani Tanskanen (FIN) - 8,775
7º - Nathan Gafuik (CAN) - 8,450
8º - Victor Rosa (BRA) - 8,200
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| 10/04/2005 |
Daiane é ouro no
solo mesmo sem música
LANCEPRESS
Sistema de som
falha, mas brasileira levanta torcida e confirma favoritismo em São
Paulo
Mesmo
com um defeito no sistema de som, que parou de tocar a música
"Brasileirinho" durante a sua exibição, a gaúcha Daiane
dos Santos conquistou neste domingo a primeira medalha de ouro do
Brasil na etapa de São Paulo da Copa do Mundo de Ginástica, na
prova do solo. Com a vitória, Daiane irá recuperar a liderança do
ranking mundial do aparelho, superando a romena Catalina Ponor.
Daiane, que havia ficado em segundo lugar nas eliminatórias, atrás
da espanhola Patricia Moreno, conseguiu nota 9,500 na final e deu o
troco na adversária, que obteve 9,125 pontos e ficou com a medalha
de prata. A chinesa Xia Lin levou a medalha de bronze ao obter nota
9,075. Medalhista de prata no salto, a brasileira Laís Souza ficou
em quinto lugar na final do solo, com 8,400 pontos.
A brasileira começou normalmente a sua apresentação, mas o
sistema de som parou de funcionar. Apesar do problema, a campeã
mundial prosseguiu com a sua exibição, incentivada pelo público,
e confirmou o favoritismo na prova. Após ser ovacionada pela
torcida brasileira, Daiane recebeu a medalha de ouro do presidente
da Federação Internacional de Ginástica (FIG), o italiano Bruno
Grandi.
Confira o resultado final da prova do solo:
1º - Daiane dos Santos (BRA) - 9,500 pontos
2º - Patricia Moreno (ESP) - 9,125
3º - Xia Lin (CHN) - 9,075
4º - Pang Panpan (CHN) - 9,050
5º - Laís Souza (BRA) - 8,400
6º - Merlina Galera (ARG) - 7,975
7º - Aylen Gonzalez (ARG) - 7,825
8º - Elyse Hopfner-Hibbs (CAN) - 7,700
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| 10/04/2005 |
Esloveno fica com o
ouro nas barras paralelas LANCEPRESS
O
esloveno Mitja Petkovsev venceu neste domingo a final da prova das
barras paralelas na etapa de São Paulo da Copa do Mundo de Ginástica,
no Ginásio do Ibirapuera. Petkovsev recebeu nota 9,525 e superou em
0,100 o chinês Dong Zhendong, segundo colocado. O espanhol Manuel
Carballo ficou com a medalha de bronze, com 9,200 pontos. Nenhum
brasileiro disputou a final das barras paralelas.
Confira o resultado final da prova das barras paralelas:
1º - Mitja Petkovsev (ESL) - 9,525 pontos
2º - Dong Zhendong (CHN) - 9,425
3º - Manuel Carballo (ESP) - 9,200
4º - Grant Golding (CAN) - 9,075
5º - Nathan Gafuik (CAN) - 9,025
6º - Robert Gal (HUN) - 8,650
7º - Ildar Valeyev (KAZ) - 7,925
8º - Manuel Campos (POR) - 7,900
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| 10/04/2005 |
Húngaro conquista o
ouro na prova do salto LANCEPRESS
O
húngaro Robert Gal conquistou neste domingo a sua segunda medalha
de ouro na etapa de São Paulo da Copa do Mundo de Ginástica ao
vencer a prova do salto. Gal, que já havia vencido no solo, obteve
média 9,500 em seus dois saltos e superou em 0,050 o segundo
colocado, o alemão Matthias Fahrig. O porto-riquenho Luis Rivera
acabou com a medalha de bronze, com 9,412 pontos, e a quarta colocação
ficou com o brasileiro Victor Rosa, que conseguiu média 9,262.
Confira o resultado final da prova do salto:
1º - Robert Gal (HUN) - 9,500 pontos
2º - Matthias Fahrig (ALE) - 9,450
3º - Luis Rivera (PUR) - 9,412
4º - Victor Rosa (BRA) - 9,262
5º - Jeffrey Wammes (HOL) - 9,250
6º - Ivan San Miguel (ESP) - 9,187
7º - Marco Mayr (AUT) - 8,987
8º - Kasper Fardan (DIN) - 8,950
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| 10/04/2005 |
Brasileiras ficam
fora do pódio na trave
LANCEPRESS As
brasileiras Ana Paula Rodrigues e Camila Comin terminaram
respectivamente em sexto e sétimo lugares na final da trave na
etapa de São Paulo da Copa do Mundo de Ginástica, no Ginásio do
Ibirapuera. Ambas cometeram alguns erros em suas apresentações e
ficaram longe do pódio.
A China fez dobradinha, com Lili Wang conquistando a medalha de
ouro, com nota 9,450, e Pang Panpan ficando com a prata, com 9,250.
A espanhola Patricia Moreno acabou com a medalha de bronze, com
9,050 pontos.
Confira o resultado final da prova da trave:
1º - Lili Wang (CHN) - 9,450 pontos
2º - Pang Panpan (CHN) - 9,250
3º - Patricia Moreno (ESP) - 9,050
4º - Elyse Hopfner-Hibbs (CAN) - 8,875
5º - Oksana Chusovitina (UZB) - 8,800
6º - Ana Paula Rodrigues (BRA) 8,500
7º - Camila Comin (BRA) 8,375
8º - Kylie-Anne McCall Stone (CAN) - 8,100
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| 09/04/2005 |
Brasil termina
primeiro dia de finais com três medalhas
LANCEPRESS
O
Brasil terminou o primeiro dia de finais da etapa de São Paulo da
Copa do Mundo de Ginástica, que está sendo realizada no Ginásio
do Ibirapuera, com três medalhas. Laís Souza levou a prata no
salto e Mosiah Rodrigues e Camila Comin ficaram com o bronze, no
cavalo com alças e barras paralelas, respectivamente.
Neste domingo serão disputadas mais cinco finais, duas no feminino
e três no masculino. No feminino, as maiores expectativas
brasileiras são Daiane dos Santos e Laís Souza, finalistas no
solo. Na trave, o Brasil será representado por Camila Comin e Ana
Paula Rodrigues.
Entre os homens, os dois brasileiros classificados para as finais de
domingo são Victor Rosa (salto e barra fixa) e Mosiah Rodrigues
(barra fixa).
Veja os resultados deste sábado:
Feminino
Salto
1º - Oksana Chusovitina (UZB) - 9,200 pontos
2º - Laís Souza (BRA) - 9,150
3º - Tania Gener (ESP) - 9,050
4º - Daiane dos Santos (BRA) - 8,925
5º - Zuzana Sekerova (SVK) - 8,750
6º - Elyse Hopfner-Hibbs (CAN) - 8,612
7º - Kylie-Anne McCall Stone (CAN) - 8,475
8º - Merlina Galera (ARG) - 8,325
Barras Paralelas
1º - Yufei Zhang (CHN) - 9,475 pontos
2º - Tania Gefer (ESP) - 9,400
3º - Camila Comin (BRA) - 9,300
4º - Jana Sikulova (RTC) - 8,825
5º - Elyse Hopfner Hibbs (CAN) - 8,700
6º - Daiane dos Santos (BRA) - 8,650
7º - Oksana Chusovitina (UZB) - 8,000
8º - Kylie-Anne McCall Stone (CAN) - 7,700
Masculino
Argolas
1º - Chen Yibing (CHN) - 9,725 pontos
2º - Yuri Van Gelder (HOL) - 9,675
3º - Ildar Valeyev (CAZ) - 9,425
4º - Regulo Carmona (VEN) - 9,425
5º - Grant Golding (CAN) - 9,350
6º - Robert Juckel (ALE) - 9,000
7º - Danilo Nogueira (BRA) - 8,650
8º - Luis Rivera (PUR) - 8,100
Cavalo com Alças
1º - Dong Zhendong (CHN) - 9,500
2º - Krisztian Berki (HUN) - 9,475 pontos
3º - Mosiah Rodrigues (BRA) - 8,725
4º - Luis Rivera (PUR) - 8,350
5º - Jani Tanskanen (FIN) - 8,300
6º - Manuel Carballo (ESP) - 8,150
7º - Robert Juckel (ALE) - 7,300
8º - Ildar Valeyev (CAZ) - 6,450
Solo
1º - Robert Gal (HUN) - 9,200 pontos
2º - Jeffrey Wammes (HOL) - 8,700
3º - Alexander Rodriguez (PUR) - 8,650
4º - Manuel Campos (POR) - 8,650
5º - Samuel Piasecky (SVK) - 8,500
6º - Nathan Gafuik (CAN) - 8,450
7º - Matthias Fahrig (ALE) - 8,450
8º - Stepan Gorbatchev (CAZ) - 7,650
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| 09/04/2005 |
Laís Souza fica com
a prata no salto
LANCEPRESS
Brasileira, que
havia sido a melhor das eliminatórias, é superada por uzbeque na
final A
brasileira Laís Souza ficou com a medalha de prata na prova do
salto na etapa de São Paulo da Copa do Mundo de Ginástica Artística,
no Ginásio do Ibirapuera. Laís, que havia sido a melhor ginasta
nas eliminatórias, não repetiu o desempenho de sexta-feira e
obteve média de 9,150 pontos em seus dois saltos. A brasileira,
medalhista de ouro no salto em Cottbus (Alemanha), no mês passado,
foi superada pela uzbeque Oksana Chusovitina, que conseguiu nota
9,200.
A espanhola Tania Gener ficou com a medalha de bronze, com 9,050
pontos, e a brasileira Daiane dos Santos acabou na quarta colocação,
com 8,925.
Confira o resultado da final do salto:
1º - Oksana Chusovitina (UZB) - 9,200 pontos
2º - Laís Souza (BRA) - 9,150
3º - Tania Gener (ESP) - 9,050
4º - Daiane dos Santos (BRA) - 8,925
5º - Zuzana Sekerova (SVK) - 8,750
6º - Elyse Hopfner-Hibbs (CAN) - 8,612
7º - Kylie-Anne McCall Stone (CAN) - 8,475
8º - Merlina Galera (ARG) - 8,325
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| 09/04/2005 |
Camila Comin leva o
bronze nas paralelas
LANCEPRESS
Daiane fica em
sexto e termina as finais de sábado sem medalha Camila
Comin conquistou a terceira medalha do Brasil na etapa de São Paulo
da Copa do Mundo de Ginástica ao terminar em terceiro lugar na
final das barras paralelas. Camila, que também havia ficado na
terceira posição nas eliminatórias, conseguiu nota 9,300 na final
deste sábado.
A medalha de ouro ficou com a russa Yufei Zhang, que obteve 9,475
pontos, e a espanhola Tania Gener ganhou sua segunda medalha na
etapa - ela ficou com o bronze no salto - ao ficar em segundo lugar,
com 9,400. A outra brasileira na final, Daiane dos Santos, ficou na
sexta colocação, com nota 8,650.
Confira o resultado da final das barras paralelas:
1º - Yufei Zhang (CHN) - 9,475 pontos
2º - Tania Gefer (ESP) - 9,400
3º - Camila Comin (BRA) - 9,300
4º - Jana Sikulova (RTC) - 8,825
5º - Elyse Hopfner Hibbs (CAN) - 8,700
6º - Daiane dos Santos (BRA) - 8,650
7º - Oksana Chusovitina (UZB) - 8,000
8º - Kylie-Anne McCall Stone (CAN) - 7,700
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| 09/04/2005 |
Húngaro fica com
ouro no solo em São Paulo
LANCEPRESS
Na
prova que fechou o primeiro dia de finais da etapa de São Paulo da
Copa do Mundo de Ginástica, o húngaro Robert Gal ficou com a
medalha de ouro no solo. Gal conseguiu uma nota 9,200 e superou com
facilidade o holandês Jeffrey Wammes, que obteve a medalha de prata
com 8,700 pontos, e o porto-riquenho Alexander Rodriguez, que levou
o bronze, com nota 8,650. Nenhum brasileiro disputou a final - Diego
Hypolito, favorito ao ouro no solo, lesionou o tornozelo e abandonou
a competição.
Confira o resultado da final do solo:
1º - Robert Gal (HUN) - 9,200 pontos
2º - Jeffrey Wammes (HOL) - 8,700
3º - Alexander Rodriguez (PUR) - 8,650
4º - Manuel Campos (POR) - 8,650
5º - Samuel Piasecky (SVK) - 8,500
6º - Nathan Gafuik (CAN) - 8,450
7º - Matthias Fahrig (ALE) - 8,450
8º - Stepan Gorbatchev (CAZ) - 7,650
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| 09/04/2005 |
Mosiah Rodrigues
fica com o bronze no cavalo com alças
LANCEPRESS
O
brasileiro Mosiah Rodrigues ficou em terceiro lugar e levou a
medalha de bronze na prova do cavalo com alças da etapa de São
Paulo da Copa do Mundo de Ginástica, no Ginásio do Ibirapuera.
Mosiah conseguiu nota 8,725 e terminou atrás do chinês Dong
Zhendong, que obteve 9,500 e conquistou o ouro, e do húngaro
Krisztian Berki, que recebeu 9,475 pontos e ficou com a prata.
Inicialmente, Berki foi declarado vencedor, mas Zhendong, que havia
conseguido 9,300 pontos, reclamou de um erro dos juízes no momento
da aplicação da sua nota de partida e teve sua pontuação
alterada para 9,500, o que lhe garantiu o ouro.
Confira o resultado da final do cavalo com alças:
1º - Dong Zhendong (CHN) - 9,500
2º - Krisztian Berki (HUN) - 9,475 pontos
3º - Mosiah Rodrigues (BRA) - 8,725
4º - Luis Rivera (PUR) - 8,350
5º - Jani Tanskanen (FIN) - 8,300
6º - Manuel Carballo (ESP) - 8,150
7º - Robert Juckel (ALE) - 7,300
8º - Ildar Valeyev (CAZ) - 6,450
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| 08/04/2005 |
Ginasta de 30 anos
se destaca entre as garotas em São Paulo
LANCEPRESS
À
distância, a ginasta Oksana Chusovitina, de 30 anos, do Uzbequistão,
não parece destoar do estereótipo de uma atleta da modalidade, nem
das presentes à etapa de São Paulo da Copa do Mundo.
Tampouco das do mundo. Sua altura, 1,53m, fica na média do torneio.
Mas a firmeza na postura e a concentração inabalável fazem-na
parecer instransponível. E, à medida que os olhos se aproximam de
Oksana, rapidamente se nota que ela difere das demais atletas.
De perto, o rosto, já maduro e definido, prova de seus quase 30
anos, contrasta com o da maioria das adversárias, cujas idades
variam entre 15 e 22 anos, nunca mais do que isso, repleto de acnes
e brilho.
A trajetória de Oksana Chusovitina no esporte, desde que começou a
competir, em 1988, é marcada por extremos. Colecionou glórias no
tablado e um drama. Seu filho, Alisher, de 5 anos, teve leucemia
diagnosticada há alguns anos.
E é para sustentar o caríssimo tratamento de Alisher (de valor próximo
a 120.000 euros), que hoje vive na cidade alemã de Colônia, que
Oksana voltou a competir, em meados de 2000, depois de três anos
fora do circuito mundial.
– Faço isto por mim e principalmente pelo meu filho. Ele é minha
maior inspiração. E a ginástica é minha vida. É o que eu sei
fazer da vida – afirmou a uzbeque.
Ela deixara a ginástica em 1997, então com 22 anos, para se
dedicar ao casamento com o lutador greco-romana Bachadir Kurbanov na
esperança de constituir uma família. O destino, porém, a fez
voltar.
Oksana disputou a Olimpíada de Sydney em 2000. No ano seguinte, foi
prata no salto no Mundial, em Ghent (BEL). Dois anos depois, levou
ouro em Anaheim (EUA), o que a credencia como favorita da prova na
Copa de São Paulo. Ela também concorrerá na trave e nas barras.
Oksana teve um início de carreira formidável. Com 13 anos, já
competia e defendia a União Soviética. Seus primeiros grandes
resultados internacionais apareceram em 1991, quando ganhou a prova
do solo e por equipes no Mundial de Indianapolis (EUA). No ano
seguinte, conquistou o ouro nos Jogos Olímpicos de Barcelona.
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| 08/04/2005 |
Daiane vai à
final do solo, mas fica atrás de medalhista olímpica
UOL - Murilo Garavello
A
gaúcha Daiane dos Santos confirmou nesta sexta-feira a condição
de maior nome da ginástica brasileira no exercício de solo.
Apresentando seu "Brasileirinho", ela obteve a nota 9,500
e se classificou para a final da prova, que acontece neste sábado.
Aplaudida de pé pelo público presente
no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, a atleta alcançou assim a
terceira final em três provas diputadas. Antes, Daiane já havia
assegurado vagas no salto sobre o cavalo (em 3º lugar, com 9,037) e
nas barras assimétricas (em 5º, com 8,925). No total, o Brasil
assegurou vagas em 13
finais, que serão disputadas neste fim de semana.
"Para a minha primeira competição no ano, até que foi melhor
do que eu esperava. Se eu tivesse passado só para duas das três
finais já estaria bom", declarou a ginasta momentos após
finalizar a sua apresentação no solo.
A festa da torcida paulistana só não foi maior porque Daiane não
conseguiu superar a espanhola Patrícia Moreno, medalha de bronze no
solo em Atenas-2004, que passou em primeiro lugar com a nota 9,525.
O resultado, porém, não abalou a confiança da brasileira, que
espera fazer uma série ainda melhor na disputa pelas medalhas.
"Ela foi melhor do que eu, parabéns para ela. Tenho que
melhorar alguns detalhes", disse Daiane.
"No domingo, que só vai ter o solo, vou estar mais descansada.
Acho que minha apresentação vai ser melhor", completou a
brasileira.
Medalha de prata na etapa de Cottubs, na Alemanha, há duas semanas,
a brasileira Laís Souza também se classificou para a final. Com
especialistas com o Patrícia e Daiane como adversárias, porém,
ela teve que se contentar com o quinto lugar (9,075).
Também estarão disputando medalhas neste sábado as chinesas Pang
Panpan (9,225) e Xia Lin (9,125), além da argentina Aylen González
(8,200).
Fechando a participação brasileira neste primeiro dia de Copa do
Mundo, Mosiah Rodrigues e Victor Rosa avançaram à final da barra
horizontal.
Rodrigues, que já havia se classificado para a final da barra
horizontal, passou em terceiro lugar, com 9,150, enquanto Rosa foi o
sétimo colocado, com 8,950.
Com isso, o Brasil fecha sua participação nas eliminatórias com
13 atletas classificados para finais. No ano passado, no Rio de
Janeiro, 15 ginastas do país alcançaram a disputa de medalhas.
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| 08/04/2005 |
Ginástica:
Daiane dá show na Copa do Mundo de SP LANCEPRESS Três
provas, três decisões. Daiane dos Santos não decepcionou o histérico
público que a ovacionou no Ibirapuera e se classificou nesta
sexta-feira para as finais do solo, salto sobre o cavalo e barras
paralelas da etapa de São Paulo da Copa do Mundo de Ginástica.
O primeiro frisson que a gaúcha causou na platéia foi na
classificatória do salto sobre o cavalo. Após dois saltos, Daiane
obteve a terceira melhor média (9,037), atrás da uzbeque Oksana
Chusovitina (9,237) e da compatriota Laís Souza, que também
arrancou muitos aplausos ao conseguir 9,275 e se qualificar na
primeira colocação.
Em seguida, a vaga na final veio nas paralelas, prova na qual herdou
a vaga da “rebelada” Daniele Hypolito. Daiane conseguiu a quinta
colocação, com 8,925, e foi superada por outra compatriota, Camila
Comin, terceira melhor classificada (9,200). A espanhola Tania Gener
obteve a melhor nota: 9,450.
O show mais aguardado ficou para o final. Daiane dos Santos entrou
para mostrar sua especialidade, o solo. Ao som de
“Brasileirinho”, mostrou segurança nos saltos, mas chegou a dar
uma leve escorregada em um dos seus movimentos. Falha que não a
impediu de receber fortes aplausos. A ginasta recebeu a segunda
melhor nota da fase classificatória, com 9,500, atrás apenas da
espanhola Patricia Moreno, que ganhou a nota 9,525.
– Não tenho palavras para definir o carinho do público –
agradeceu Daiane, que apontou falhas em sua apresentação.
– Uma coisa ou outra precisa ser modificada para a final, mas está
bom – concluiu Daiane, que disputa neste sábado, a partir das
9h30min, as finais do salto e das paralelas. A decisão no solo será
domingo.
Laís Souza também se garantiu na decisão pela medalha, com a
quinta colocação (9,075). Thaís de Almeida não teve a mesma
sorte no aparelho e ficou na última posição.
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| 08/04/2005 |
CBG
fecha as portas de vez para Daniele LANCEPRESS As
portas fecharam-se para Daniele Hypolito na Seleção Brasileira.
Mesmo que a ginasta se arrependa de ter deixado a equipe às vésperas
da Copa do Mundo, ela não fará parte dos planos. Quem garante é
Vicélia Florenzano, presidente da Confederação Brasileira de Ginástica
(CBG).
- A amizade ainda existe, mas o que ela fez foi grave. Não adianta
pedir desculpas, ela vai ter que aprender com os próprios erros.
Vicélia acredita que Daniele já estava disposta a deixar a Seleção
há algum tempo, por desavenças com o técnico Oleg Ostapenko. O
fato de ter sido escalada apenas para uma prova (trave), e não três,
irritou a ginasta, que resolveu abandonar a equipe na última
quinta-feira.
Primeira brasileira a ganhar medalha em Mundiais (ela foi prata na Bélgica,
em 2001), Daniele cogita agora defender outro país.
- Se a decisão da Confederação for essa (afastamento definitivo
da equipe), existem outras seleções para representar - afirmou à
TV Globo. Isto só poderia acontecer daqui a dois anos. Depois,
recuou.
- Eu disse que competiria por outro país no calor do momento, mas
foi da boca para fora. Amo representar o Brasil. Eu sou brasileira e
não desisto nunca - disse, plagiando a propaganda lançada este ano
pelo governo brasileiro.
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| 08/04/2005 |
Daniele não volta à
seleção nem com desculpas e tem futuro ameaçado
UOL - Murilo Garavello
As
portas da seleção permanente de ginástica estão, ao menos no
curto prazo, fecha
De acordo com Vicélia, que deu entrevista à imprensa já com a
competição em andamento
De acordo com a dirigente, Daniele pode voltar à seleção no
futuro. "Não quero fechar as portas para sempre para ela, nem
desestimulá-la. Ainda teremos 2007, 2008, o futuro está em aberto.
Mas ela vai ter de refletir muito e aprender suas lições,
amadurecer".
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| 08/04/2005 |
Daniele não volta à
seleção nem com desculpas e tem futuro ameaçado
UOL - Murilo Garavello
As
portas da seleção permanente de ginástica estão, ao menos no
curto prazo, fechadas para Daniele Hypólito, que ontem se revoltou
contra a decisão do técnico ucraniano Oleg Ostapenko de escalá-la
para apenas uma, e não três, provas na etapa de São Paulo da Copa
do Mundo. Assim, o futuro de Daniele, primeira brasileira a ganhar
medalha em um Mundial (Ghent-2001), está ameaçado.
Hoje, as 16 principais ginastas do país treinam com a seleção olímpica
permanente, em Curitiba. A principal opção de Daniele, voltar ao
Rio de Janeiro e a seu clube, o Flamengo, não é promissora para a
ginasta: com a saída de Georgette Vidor, técnica que forjou
Daniele e a treinou por dez anos, o clube não tem treinadores de
alto nível para a seleção feminina.
Ricardo Pereira, técnico que auxilia Oleg Ostapenko na seleção
brasileira, trabalhava no Flamengo. Agora, mora em Curitiba.
"Os melhores do Flamengo estão na seleção. Pobre dela se
voltar para lá agora", disse Georgette, que pretende seguir
ligada à ginástica, mas descarta uma volta à profissão de
treinadora -muito menos com Daniele, com quem brigou no início do
ano passado.
A princípio, Daniele poderia competir pela seleção mesmo
treinando longe a equipe permanente. Seletivas seriam realizadas
antes dos torneios internacionais. Entretanto, sem um técnico de
alto nível -de acordo com Oleg Ostapenko, há poucos qualificados
no país-, as chances de Daniele manter-se em forma diminuem
consideravelmente.
O "caso Daniele" ofuscou o início das competições no
ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Membros da Confederação
Brasileira de Ginástica (CBG) manifestaram-se e demonstraram
inconformismo com a postura da ginasta.
"O futuro a Deus pertence, mas a atitude dela foi muito grave.
Não basta agora ela vir e simplesmente pedir desculpas. Ela vai ter
de aprender com o erro dela", disse Vicélia Florenzano,
presidenta da CBG. "Eu conversei muito com ela antes de sua
partida. Pedi que ela não fosse, mas ela estava resolvida. Estou
muito triste com a situação".
De acordo com um membro da comissão técnica brasileira, Daniele
questionou Oleg sobre sua ausência nas barras paralelas e no salto
sobre o cavalo aos berros. "Foi uma coisa terrível. Ela berrou
com um dos maiores treinadores do mundo. Desta vez, não vai ter
volta", disse a fonte, sob condição de anonimato. "É
uma pena, mas a carreira dela está acabada. E de uma forma melancólica".
De acordo com Vicélia, que deu entrevista à imprensa já com a
competição em andamento, membros de outras seleções se mostraram
surpresos com a atitude da ginasta. "Vários treinadores vieram
me dizer que nunca tinham visto um gesto assim", disse Vicélia
Florenzano, presidenta da CBG. "Uma ginasta aprende desde
pequena que precisa ser disciplinada, que tem de respeitar o técnico.
Ela faltou com o respeito ao professor Oleg, deixou o muito triste.
Ele nunca tinha visto isso em 30 anos de ginástica".
De acordo com a dirigente, Daniele pode voltar à seleção no
futuro. "Não quero fechar as portas para sempre para ela, nem
desestimulá-la. Ainda teremos 2007, 2008, o futuro está em aberto.
Mas ela vai ter de refletir muito e aprender suas lições,
amadurecer".
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| 08/04/2005 |
Contusão
faz Diego Hypólito abandonar etapa da Copa do Mundo
UOL - Murilo Garavello
Maior nome da ginástica masculina
brasileira, Diego Hypólito abandonou a etapa brasileira da Copa do
Mundo, que está sendo realizada no ginásio do Ibirapuera, em São
Paulo.
Atrapalhado por uma contusão no tornozelo, o principal favorito à
medalha de ouro no solo e no salto sobre o cavalo foi obrigado a
desistir.
Ele já vinha sentindo dores no local durante toda a semana e tomou
injeções para conseguir treinar. "Hoje de manhã tomei uma
injeção muito forte, para cavalo mesmo", contou o brasileiro.
No aquecimento, eu consegui fazer uma série completa, mas voltei a
torcer o tornozelo na segunda tentativa", revelou.
Chorando muito e visivelmente abatido, Hypólito entrou para fazer a
sua apresentação mancando muito e usando uma proteção de
esparadrapo no tornozelo. Logo no início de sua primeira tentativa,
não conseguiu realizar a acrobacia e desistiu.
"Agradeço a torcida pelo apoio. Não
devia nem ter entrado no solo, mas tentei em respeito à torcida.
Queria muito trazer essa medalha para o Brasil", afirmou o
ginasta, que competiria também no salto sobre o cavalo.
A contusão de Diego completou uma semana difícil para a família
Hypólito. Na quinta-feira, sua irmã Daniele havia abandonado a
seleção brasileira por não concordar com os métodos de trabalho
do técnico ucraniano Oleg Ostapenko.
"O que aconteceu com a minha irmã não tem nada a ver com
isso", ressaltou Diego.
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| 08/04/2005 |
Mãe
de Daniele Hypólito diz que técnico não gosta da atleta
UOL - Por Sérgio Rangel, Cristiano
Cipriano Pombo e Adalberto Leister Filho
"Corre
sangue brasileiro na Dani, e não ucraniano", disse Geni Hypólito,
mãe da ginasta, no aeroporto Santos Dumont.
Embora Daniele tenha se recusado a criticar diretamente o técnico
ucraniano Oleg Ostapenko, Geni soltou farpas e deu um novo motivo
para a saída da atleta da Copa e da seleção.
"Ela já vem sendo desrespeitada há muito tempo. Ela não pode
falar isto, mas eu posso. O Oleg não gosta da Dani", disse,
que foi às lágrimas muitas vezes enquanto esperava a filha.
Quem não chorou, pelo menos em público, mas se mostrou muito
abatido, foi o irmão da atleta, Diego, que, para piorar, teve que
lidar com a dor de uma contusão no pé direito. "É a opinião
dela, e vou respeitar."
Com uma bolsa de gelo no tornozelo, Diego abreviou o treino de
quinta-feira e disse que não deixaria o problema da irmã desviar a
atenção da Copa, em que atuará no solo e no salto.
A contusão já faz o atleta cogitar uma série mais fraca no
classificatório para se poupar.
"Está doendo bastante. Se continuar assim, vou trocar alguns
elementos para não forçar muito", afirmou Diego, que vem
tomando injeção de antiinflamatório a fim de suportar a dor.
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| 08/04/2005 |
Diego
Hypolito sente dores no tornozelo e deixa prova
LANCEPRESS
Ginasta
brasileiro sai chorando depois de abandonar sua apresentação no
solo
Um dia depois
de a irmã Daniele abandonar a Seleção Brasileira, Diego Hypolito
teve de deixar a etapa de São Paulo da Copa do Mundo de Ginástica
por causa de uma lesão no tornozelo direito. Diego, que já
reclamava do problema durante a semana e quase ficou de fora da
etapa, fazia sua apresentação no solo quando não resistiu às
dores e abandonou a prova chorando bastante, mesmo com os aplausos
da torcida.
- Já estava sentindo dores antes e tomei duas infiltrações para
poder competir, mas não deu - disse Diego após ser consolado pela
comissão técnica.
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| 07/04/2005 |
Diego
Hypolito defende irmã e apronta novidades
LANCEPRESS
Diego
Hypolito, que apoiou a decisão da irmã de deixar a Seleção
Brasileira de ginástica, não nega que tenha ficado chateado por não
ter ido a Cottbus (Alemanha), no mês passado, quando foi disputada
a primeira etapa da Copa do Mundo. Por isso, ele espera fazer uma
bela apresentação e conquistar mais uma medalha de ouro no solo.
– Ela tomou uma decisão mais séria, bateu o pé e não vai
competir. Apóio a Daniele e somos totalmente unidos. De forma
alguma isso vai atrapalhar a minha apresentação no fim de semana
– disse Diego, que prepara novidades.
– Não preciso provar nada para ninguém. Claro que se tivesse ido
à Alemanha, estaria mais seguro para competir em São Paulo –
disse Diego ao LANCE!, por telefone.
Para permanecer na posição de melhor do mundo no solo, Diego teve
de dificultar sua série. A Federação Internacional mudou a pontuação.
Agora, para ganhar pontos, precisa executar movimentos mais
complexos e valiosos.
As alterações que serão apresentadas por Diego em São Paulo
poderão significar mais 16 décimos à nota final. Uma das novas séries
de acrobacias, ele diz ser o único no mundo capaz de executar.
– Nenhum outro atleta faz o conjunto de movimentos que farei e vou
usar para surpreender.
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| 07/04/2005 |
Daniele
Hypolito não sabe se voltará à Seleção de ginástica
LANCEPRESS
Mãe da
atleta disse que técnico jamais gostou de Daniele
A ginasta Daniele Hypolito desembarcou no Rio de Janeiro por volta
das 16h30min desta quinta-feira, e afirmou que não sabia se
voltaria a competir pela Seleção Brasileira de ginástica. Nesta
manhã desta quinta-feira, a ginasta abandonou a equipe que disputará
a etapa de São Paulo da Copa do Mundo, neste fim de semana.
Daniele não quis entrar em detalhes sobre o que a fez deixar a Seleção.
- Não posso dizer os motivos. São pessoais.
A mãe da atleta, dona Geni, disse que o ucraniano Oleg Ostapenko, técnico
da Seleção Brasileira, jamais gostou de Daniele e que a filha se
sentiu muito desrespeitada com a decisão do treinador.
Ostapenko decidiu tirar Daniele das provas do salto e das barras
paralelas, sob a alegação de excesso de peso. O atrito entre o técnico
e a atleta começou há duas semanas, quando o Ostapenko disse que a
ginasta deveria perder 2kg para competir em alguns aparelhos na
etapa de São Paulo. Daniele perdeu peso, mas o ucraniano decidiu
mantê-la apenas na trave porque ela não executou com perfeição
os exercícios durante os treinamentos nas paralelas e no salto.
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| 07/04/2005 |
Daiane
critica decisão de Daniele
LANCEPRESS
A ginasta Daiane
dos Santos criticou a decisão da companheira de equipe Daniele
Hypolito, que se retirou da etapa de São Paulo da Copa do Mundo de
ginástica. Insatisfeita com a decisão do técnico Oleg Ostapenko
de tê-la cortado das provas do salto e barras paralelas, sob a
alegação de excesso de peso, Daniele anunciou que não disputará
os outros aparelhos na competição.
- Não existe essa de queridinha do treinador. O técnico está
sempre certo, não adianta dizer as coisas sem pensar. Se eu chegar
e não fizer nada do solo, não vou competir mesmo tendo sido campeã
mundial - disse Daiane, que substituirá Daniele no salto e nas
paralelas.
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| 07/04/2005 |
Diego
Hypolito confirma que irmã não vai competir em São Paulo
LANCEPRESS
O
ginasta Diego Hypolito confirmou em entrevista à TV Globo que a irmã
Daniele não disputará a etapa de São Paulo da Copa do Mundo de
ginástica, no próximo fim de semana. Irritada com a decisão do técnico
Oleg Ostapenko de tirá-la das provas do salto e barras paralelas,
Daniele deixou o ginásio de treinamentos e anunciou sua retirada da
disputa em outros aparelhos na competição.
- Ela tomou uma decisão mais séria, bateu o pé e não vai
competir. Apóio a Daniele e somos totalmente unidos. De forma
alguma isso vai atrapalhar a minha apresentação no fim de semana -
disse Diego.
Segundo a TV Globo, Daniele se reuniu com a presidente da Confederação
Brasileira de Ginástica, Vicélia Florenzano, mas ainda não
decidiu se deixará a Seleção Olímpica permanente.
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| 07/04/2005 |
Contrariada,
Daniele Hypólito reedita dissidência e abandona seleção
UOL - Murilo Garavello
Daniele
Hypólito abandonou a seleção brasileira de ginástica, que a
partir desta sexta-feira compete na etapa de São Paulo da Copa do
Mundo. Descontente por ter sido preterida pelo técnico ucraniano
Oleg Ostapenko na escolha das ginastas para a competição por
aparelhos, a ginasta, chorando, abandonou o treino e decidiu viajar
para o Rio de Janeiro.
De acordo com a assessoria de imprensa da Confederação Brasileira
de Ginástica (CBG), Daniele desistiu não apenas da competição na
capital paulista, mas, sim, da seleção permanente. A CBG, ainda de
acordo com sua assessoria, vai esperar "a poeira baixar"
para avaliar a decisão da ginasta e se manifestar.
Há duas semanas, Oleg Ostapenko, apontado como principal responsável
pela evolução da ginástica brasileira, havia declarado que
Daniele estava com "problemas de peso" e, por isso, não
viajou para a etapa de Cottbus da Copa do Mundo, realizada em março.
Em São Paulo, na terça-feira, Daniele se disse "magoada"
com a declaração do técnico. Na quarta, chorou ao receber uma
bronca de Oleg, mas na saída do treino classificou o episódio como
"normal".
Nesta quinta, Oleg anunciou que Daniele, que está em má fase técnica
e vinha cometendo vários erros nos treinos para o torneio,
competiria apenas na trave, ficando de fora da disputa das barras
paralelas e do salto sobre o cavalo. Chorando, Daniele deixou o ginásio
e partiu para o hotel. Ainda nesta quinta, a ginasta viajaria para o
Rio de Janeiro.
Daiane dos Santos, principal nome da seleção e que já declarou
diversas vezes que vê em Oleg uma espécie de pai, defendeu o técnico
e condenou com veemência a atitude de Daniele. "O técnico
sempre faz o que é melhor para equipe, sempre tem razão. Não pode
haver privilégio. Se a 'queridinha' não está fazendo nada no
treino, tem de ser colocada na reserva, mesmo", disse Daiane.
"Antes
de agir e falar alguma coisa, você tem de pensar. Será que vai ser
melhor para o grupo se eu falar?", continuou a ginasta.
"Se eu tivesse vindo para cá e estivesse errando tudo no solo,
não poderia falar nada".
A atitude de Daniele entra em contraste com declaração dela mesma,
publicada pelo UOL Esporte na última terça. "Tenho
muito orgulho desse estágio a que nossa ginástica chegou. Se um
dia eu tiver que ficar na reserva, vou ficar supercontente",
afirmou a atleta.
O
irmão de Daniele, Diego, afirmou estar ao lado da irmã. "Ela
está triste, pensou que faria mais aparelhos, mas não foi a decisão
do técnico. Ela resolveu não competir. É uma decisão dela e eu a
apóio em todas as decisões que ela tomar. É uma decisão forte,
mas somos uma família", disse o ginasta, que estreará nova série
em São Paulo tentando obter sua sexta medalha de ouro seguida em
eventos internacionais. "Isso não vai atrapalhar minha
concentração. Treinei muito para essa competição e vou fazer meu
melhor".
As substitutas de Daniele Hypólito nos aparelhos já estão
definidas: Ana Paula Rodrigues se apresentará na trave. Já Daiane
dos Santos, que inicialmente competiria apenas no solo, participará
também das barras paralelas e do salto sobre o cavalo.
Problemas de longa data
Não é a primeira vez que Daniele, que conquistou a primeira
medalha brasileira em um Mundial na história (prata no solo em
Ghent-2001), tem problemas com o comando da seleção. Em 2003, a
atleta mudou-se a contragosto para Curitiba para integrar a seleção
permanente.
Após o Mundial-2003 e a medalha de ouro de Daiane dos Santos, que
tomou seu lugar de "queridinha" do comando da ginástica
nacional, no segundo semestre Daniele decidiu abandonar a seleção
permanente e voltar a treinar no Rio de Janeiro com sua técnica,
Georgette Vidor.
"Ninguém deu a menor bola para as medalhas da Dani no Pan.
Claro, ouro no Mundial é muito mais. Mas ela ficou anos à frente
da Daiane, sendo a melhor do Brasil. Aí, a outra ganha uma medalha
e ninguém mais lembra dela. A Daniele se sentiu muito, muito
mal", disse Georgette ao UOL em julho passado. "Ela estava
no fundo do poço".
De volta ao Rio, deprimida, Daniele engordou alguns quilos. Por
isso, sobrecarregou e torceu o joelho, alijando-se da disputa da
etapa de Stuttgart da Copa do Mundo, em novembro. Pouco depois,
contraiu dengue. Ainda afetada emocionalmente, embora recuperada na
parte física, não treinou com o afinco necessário.
No início do ano passado, apresentou-se em má forma à seleção e
foi advertida por Oleg Ostapenko. Preterida de etapas da Copa do
Mundo, Daniele acabou brigando com Georgette e decidiu voltar a
Curitiba. Mudou-se com a mãe e passou a morar também com o irmão,
Diego Hypólito.
Após uma boa apresentação na Olimpíada de Atenas, em que ficou
na 12ª colocação no individual geral, Daniele Hypólito teve um
bom segundo semestre e se classificou para a final da Copa do Mundo
em Birmingham -foi a única ginasta a participar de três das quatro
finais. Entretanto, voltou sem medalhas.
Agora, no início deste ano, Daniele voltou a treinar e, acima do
peso, não foi relacionada para disputar a etapa de Cottbus da Copa
do Mundo. As declarações do técnico, que revelou à imprensa seu
sobrepeso e, agora, as broncas e a não-escolha para a competição
em São Paulo fizeram com que a atleta voltasse a se revoltar.
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| 07/04/2005 |
Assediada
e feliz, Daiane acerta série no solo e satisfaz Oleg
UOL - Murilo
Garavello
Sem
joelheira nem munhequeira, rouca e sorridente. Assim está Daiane
dos Santos, que se apresenta a partir desta sexta-feira em São
Paulo, na etapa brasileira da Copa do Mundo. Será a primeira
competição de Daiane nesta temporada, e também a primeira desde
que se vingou da romena Catalina Ponor, vencendo-a na final da Copa
do Mundo de ginástica, em Birmingham, em dezembro, e retribuindo a
derrota sofrida nas Olimpíadas de Atenas.
Principal alvo da atenção do público, que tem comparecido aos
treinos no ginásio do Ibirapuera mesmo em horários comerciais, a
gaúcha dá mostras de estar acostumada com o assédio. Sempre
sorridente, posa para fotos, assina caderninhos, faz carinho nas
crianças que se aglomeram para vê-la mais de perto.
"Já estou acostumada, né? Não estou nervosa, não",
diz, respondendo às repetitivas perguntas sobre seu estado
emocional às vésperas da principal competição de ginástica a
que os brasileiros terão acesso neste ano. "Estou feliz com o
carinho das pessoas", diz a ginasta, em palavras quase inaudíveis
-ela está rouca.
"Acho que estou com rinite por causa do meu novo
cachorro", diz Daiane, sobre Hannah, um schnauzer que é seu
novo xodó. "Ela é linda, gente, vocês precisam
conhecer", afirma, sorrindo.
Minutos antes, Daiane realizara no tablado a série que pretende
executar na sexta-feira, na fase de classificação, e domingo, na
final. E o sempre exigente Oleg Ostapenko, ucraniano que dirige a
seleção brasileira feminina de ginástica, aprovou o desempenho da
brasileira.
"Hoje ela me mostrou tudo",
diz o ucraniano, em um português ainda algo tosco. "Não sei
como vai ser, primeira vez (que Daiane compete) no ano. Ela não
está muito boa ainda, mas acho que dá para não ir mal",
afirma Oleg.
De acordo com o técnico, a brasileira segue sentindo pequenas dores
no joelho. "Vai ser dor para toda vida", diz o ucraniano.
"Acho que ela já se acostumou".
A contusão na ulna, que a tirou da etapa de Cottbus da Copa do
Mundo, disputada em março, já não incomoda mais. O joelho, por
sua vez, segue incomodando de tempos em tempos. Se a ginasta
dispensou a joelheira, companheira fiel, após os treinos faz
fisioterapia e põe gelo no local.
Em São Paulo, Daiane não fará o duplo-twist estendido, que
sobrecarrega seus joelhos. E ainda não sabe se competirá nas
barras paralelas e no salto sobre o cavalo -a tendência é que a
ginasta se concentre apenas no solo, sua especialidade. "São
cinco ginastas para duas vagas na paralela. Vamos ver o que o Oleg
decide", disse Daiane.
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| 07/04/2005 |
Homens buscam inovações
para atingir nota 10 na ginástica
UOL - Por Cristiano Cipriano Pombo e
Adalberto Leister Filho
Impulsionados
por mudanças nas regras e pela gana de repetir o sucesso das
brasileiras na Copa do Mundo, a equipe masculina do país vai inovar
em todos os aparelhos para tentar surpreender a partir de
sexta-feira no Ibirapuera.
"Todo mundo teve que buscar novas combinações ou um elemento
diferente para chegar a uma nota de partida dez", afirma Renato
Araújo, técnico de Diego Hypólito e Victor Rosa e coordenador da
ginástica do Flamengo.
As mudanças foram motivadas pela alteração no código de pontuação
do masculino, que exige agora 1,6 ponto de exercícios de bonificação,
e não mais 1,2 ponto.
Considerado favorito, Diego trará novidades no salto e solo. No
primeiro, diz que executará um salto mais difícil, com nota de
partida 9,9 -o antigo era 9,7. Já no solo, aparelho em que
conquistou cinco ouros na Copa, ele trocará quase toda a série de
2004.
"Vou arriscar tudo. Farei só três passadas, duas mais difíceis.
Em uma delas, mostrarei cinco elementos da antiga série, mas
subirei a última ligação de nível D para E [que só fica atrás
de Super E]."
Segundo Diego, sua série será tão difícil que com três passadas
poderá bater rivais que usarão quatro ou cinco, como Jeffrey
Wammes. O holandês executa elementos da série que Diego mostrou em
2004 e ganhou ouro e prata nas últimas etapas da Copa, que não
tiveram o brasileiro.
Escalado para o solo, Victor Rosa executará novos elementos também
na barra fixa.
"Quem não tiver nota de partida dez pode deixar de sonhar,
pois vai ficar fora do pódio", diz Mosiah Rodrigues, que
representou o Brasil nos Jogos de Atenas.
O gaúcho, que colocará à prova novidades no cavalo com alças e
na barra fixa, acha possível repetir o sucesso das brasileiras.
"Podemos, mas o problema é que tem cara do mundo inteiro aqui.
Não sei o que veremos pela frente."
Luiz dos Anjos, que estréia em Copas -Adan dos Santos também
debutará-, testará sua série nas paralelas. E Danilo Nogueira
atuará no cavalo e nas argolas.
Apesar das novas séries, os ginastas terão que suprir a falta de
ritmo, pois a Copa será o primeiro torneio do ano. "Poderemos
ver em que nível estão nossos ginastas, o que ajudará a
direcionar os trabalhos para o Mundial. Será o começo", diz o
técnico da seleção, o russo Vyacheslav Azimov.
A equipe feminina não sabia, até a tarde de quarta, quem iria
competir e em qual aparelho. A definição será feita pelo técnico
ucraniano Oleg Ostapenko.
Daiane dos Santos, Daniele Hypólito e Laís de Souza estão dentro.
A última vaga estava entre Camila Comin e Ana Paula Rodrigues.
"Dependendo de quem for escalada, haverá distribuição
diferente por aparelhos", disse Roger Medina, assistente da
seleção.
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| 06/05/2005 |
Copa do Mundo de ginástica
em SP expõe disputa na seleção
UOL - Murilo
Garavello
No
princípio, era só Daniele Hypólito, prata no Mundial de 2001,
primeiro resultado expressivo da ginástica brasileira. No Mundial
de 2003, foi a vez de Daiane dos Santos ganhar os holofotes com o
ouro no solo. Em fevereiro deste ano, dez meninas foram selecionadas
para a seleção, que agora conta com 17 atletas. E, em março, Laís
Souza, promissora ginasta, roubou a cena com duas medalhas -uma de
ouro- na etapa de Cottbus (Alemanha) da Copa do Mundo.
São Paulo, que recebe a etapa brasileira da competição a partir
desta sexta-feira, já começou a presenciar uma disputa por espaço
entre as ginastas. Não se trata apenas de dividir holofotes,
carinho do público, atenção. A batalha se dá também por vagas
na competição.
No feminino, o Brasil pode escrever apenas quatro ginastas -duas em
cada aparelho. Por isso, das 17 que fazem parte da seleção, apenas
sete vieram a São Paulo. Às atletas, Oleg Ostapenko, ucraniano que
comanda a seleção, afirmou que só divulga quem disputará a
competição na próxima quinta-feira. Entretanto, para a imprensa,
o técnico não escondeu o nome das quatro já escolhidas: Daiane,
Daniele, Laís e Camila Comin.
Eliane Martins, supervisora da Confederação Brasileira de Ginástica,
vê como positiva a disputa entre as ginastas. "A melhor coisa
que pode acontecer com a gente é aparecerem novas grandes atletas.
É ótimo que não fiquemos marcadas como o país de duas estrelas só",
disse, em referência a Daniele e Daiane.
Ana Paula Rodrigues, que ao lado de Laís foi a única a disputar a
etapa de Cottbus, está em São Paulo, mas não vai participar da
competição. Na Alemanha, a ginasta, atual campeã brasileira
(superou Daiane, Daniele e Laís no ano passado), não foi bem:
passou à final da trave, mas teve como melhor nota um 8,525 -nas
barras paralelas, sofreu uma queda, tirando uma nota 7.
Para
que Ana Paula pudesse estar presenta na Alemanha, a comissão técnica
da seleção deixou no Brasil a badalada Daniele Hypólito -Daiane,
que se recuperava de uma contusão, não poderia participar. "A
Ana Paula tem de melhorar. Ela está com problemas de postura e com
pouca impulsão", afirmou Oleg Ostapenko nesta terça-feira.
"As outras meninas estão melhores agora".
Em relação a Daniele, Oleg segue fazendo críticas. "Ela não
está assim tão bem, não. Está normal. Daria para ela estar bem
melhor, mas dá para competir", disse o ucraniano, que na volta
de Cottbus, há duas semanas, havia afirmado que a ginasta vinha
enfrentando problemas com o peso.
Ainda sem saber em qual aparelho competirá, Daniele tenta se
incluir em todos. "É o Oleg quem decide. Eu, por mim,
competiria nos quatro", afirmou a ginasta, que diz estar dentro
do peso e apreciar a competição interna na seleção.
"É ótimo para mim ver que hoje temos tantas ginastas boas. Eu
fiz o que eu tinha que fazer, fui eu quem deu o primeiro
passo", diz, referindo-se à medalha de prata no solo em
Ghent-2001. "Tenho muito orgulho desse estágio a que nossa ginástica
chegou. Se um dia eu tiver que ficar na reserva, vou ficar
supercontente", garantiu.
Laís é outra que tenta minimizar a competição. "Não tem
rivalidade -pelo menos eu acho que não tem. Uma torce pela
outra", afirma a ginasta, que pretende superar Daniele Hypólito.
"Quando eu estava começando, ela era a grande referência. Mas
é uma coisa natural: um dia uma cai, a outra sobe. Espero conseguir
ficar melhor do que ela".
Já Daiane dos Santos, que vai se apresentar no solo, assume que a
disputa existe. "Nas barras paralelas, somos cinco que
treinamos bem. E todas queremos competir. Mas só duas vão poder
disputar. As outras três vão ter de se contentar com se apresentar
apenas como exibição, sem que as notas sejam computadas",
disse a gaúcha.
Daiane, entretanto, descarta estar na competição em pelo menos um
dos aparelhos: a trave. "Trave e Daiane são duas coisas que
nunca podem aparecer juntas", diz, rindo, a ginasta.
"Deixa a trave pra Daniele que ela é muito boa".
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| 05/04/2005 |
Justiça
decide nesta terça se Ibirapuera poderá abrigar Copa
UOL -
Por Cristiano Pombo
Interditado
pela Justiça desde a semana passada, o Complexo Esportivo Constâncio
Vaz Guimarães vive nesta terça-feira o seu dia D.
O
local, que passa por reformas, receberá às 15h inspeção do juiz
Rômolo Russo Junior, da 5ª Vara de Fazenda Pública. "Não
vou comentar sobre o ginásio. Amanhã (terça) cumprirei a ordem
judicial para a fazer inspeção", disse o juiz, que terá a
companhia de técnicos do Corpo de Bombeiros e do secretário
estadual da Juventude, Lars Grael.
Ele havia determinado que o complexo, do qual o ginásio do
Ibirapuera faz parte, só seria reaberto após sofrer algumas
reformas, entre elas a facilitação de acesso para deficientes físicos,
a revisão da instalação elétrica e a adoção de corrimões nas
escadas.
A perícia será fundamental para a liberação do ginásio para a
Copa do Mundo de ginástica artística, que ocorrerá de sexta a
domingo.
"Até amanhã (terça) estaremos com tudo pronto", disse
Fernando Nogueira, administrador do complexo esportivo. Segundo ele,
30 homens trabalham para adequar o ginásio às determinações da
Justiça, em turnos que vão das 6h à 0h.
Mesmo interditado e em meio à reforma, o ginásio recebeu hoje dois
treinos de ginastas brasileiras, entre elas Daiane dos Santos,
Daniele Hypólito, Laís Souza e Camila Comin, que irão competir na
Copa. A liberação foi obtida pelo governo do Estado, em comunicado
feito ao juiz.
O local, mesmo que seja liberado, seguirá com parte de suas
arquibancadas interditadas -foram colocados à venda só 5.500
bilhetes para cada dia da Copa.
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| 01/04/2005 |
Interdição
de ginásio em SP ameça etapa da Copa do Mundo
Da Folhapress
A
interdição do Complexo Esportivo Constâncio Vaz Guimarães, por
falta de segurança, pode inviabilizar a realização da etapa
nacional da Copa do Mundo de ginástica artística, marcada para os
dias 8 a 10 de abril.
O despacho do juiz Rômolo Russo Júnior, da 5ª Vara de Fazenda Pública,
determinou que o complexo, do qual o ginásio faz parte, só será
reaberto após a realização de algumas reformas.
Foram pedidas a facilitação de acesso para deficientes físicos,
revisão da instalação elétrica, colocação de corrimões nas
escadas e de maior número de hidrantes.
A audiência de conciliação está marcada para a próxima quinta,
um dia antes do início do evento.
"Vamos fazer o possível para adequar o local", afirma
Rubens Jordão, secretário-adjunto de Esporte do Estado de São
Paulo.
De acordo com o Ministério Público Estadual, as irregularidades já
haviam sido constatadas em vistoria feita pelo Contru (Departamento
de Controle do Uso de Imóveis), em abril de 2000.
Em 2002, o então secretário Gabriel Chalita se comprometera a
realizar as obras. Nova inspeção foi feita no ano seguinte, mas o
Contru constatou que os ajustes pedidos não tinham sido feitos.
Em junho de 2003, já sob a gestão de Lars Grael, foi feita nova
promessa de adequação do local às normas de segurança.
"A Copa é nosso grande problema. Já fizemos 80% do que foi
pedido. Vamos fazer todo o possível, até trabalhar de noite, para
montar tudo a tempo", afirma Fernando Nogueira, administrador
do complexo esportivo.
Devido ao problema, Nogueira pediu que fossem comercializados no máximo
7.000 ingressos -a capacidade da arena é para 11 mil pessoas.
Segundo a Confederação Brasileira de Ginástica, cada dia de prova
terá público máximo de 5.000 torcedores.
A CBG afirma que boa parte das entradas já foram vendidas e que a
estrutura já está sendo erguida.
"O ginásio de aquecimento está montadinho lá. O de competição
estava sendo preparado. A secretaria disse que solucionaria o
problema, sem que o evento tivesse que ir para outro local",
diz Eliane Martins, supervisora da CBG.
As ginastas da seleção brasileira chegam no domingo à capital
paulista. A intenção da comissão técnica era treinar o quanto
antes, no máximo na segunda-feira, para definir as atletas que
representarão o país na competição.
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