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Artigo
21 - A Lógica Interna da Ginástica Artística Masculina
(GAM) e Estudo Etnográfico de um Ginásio de Alto
Rendimento
Autor:
Marco
Antonio Coelho Bortoleto - Instituto
Nacional de Educação Física da Catalunha (INEFC) -
Universidade de Lleida (Espanha)
Orientadores:
Dr. Pere Lavega i Burgués e Dr. Carles Feixa Pàmpols
Palavras
chaves:
Ginástica Artística Masculina, Educação Física, Ginásio,
Etnografia
Tese
de doutorado defendida em 5 de novembro de 2004 - INEFC
Lleida - Espanha.
RESUMO
Esta
pesquisa apresenta três pontos fundamentais: em primeiro
lugar uma análise da lógica interna da Ginástica Artística
Masculina (GAM), do ponto de vista da Praxiología Motriz;
em segundo, uma descrição da dinâmica de funcionamento
de um Ginásio de treinamento de alto rendimento e por último,
uma análise transversal que pretende mostrar tanto o grau
de congruência entre as características mais
significativas da lógica interna quanto a cultura de
treinamento da GAM que envolvem a preparação de ginastas
de elite.
A
análise da lógica interna consistiu num estudo teórico
realizado fundamentalmente com base na análise de conteúdo
do regulamento, neste caso o Código de Pontuação
editado pela Federação Internacional de Ginástica
(FIG). A análise da cultura de treinamento do Ginásio
consistiu num estudo de campo de caráter etnográfico,
com uma duração de um ano e meio, realizado na sala de
GAM do Centro de Alto Rendimento (CAR) de Sant Cugat del
Vallès (Barcelona).
Como
resultado, esta tese expõe algumas das características
mais relevantes de cada um dos seis aparelhos da GAM,
concluindo que se trata de uma modalidade na qual
prevalece o domínio do corpo nos diferentes espaços de
prática; um esporte onde emergem ações motoras
estereotipadas, preferentemente acrobáticas, expressadas
através de exercícios compostos de acordo com os critérios
que o sistema de pontuação estabelece, e que devem ser
executados com um alto grau de precisão, seguindo os
modelos técnicos que não só determinam o regulamento
como também atendem às expectativas estéticas típicas
da cultura ginástica.
A
respeito do Ginásio, descrevemos as características mais
reveladoras da dinâmica de treinamento, concentrando a
atenção no mundo social (participantes, hierarquia de
mandos, estrutura social), nas condições espaço-temporais
da preparação ginástica, nos materiais utilizados no
treinamento, nas fases mais importantes da carreira
esportiva do ginasta, além do simbolismo que envolve esta
atividade e que define o Ginásio como uma microcultura
ginástica.
Em
nível transversal, constatamos que a cultura de
treinamento não somente é congruente com as exigências
da lógica interna mas também reforça os valores que
definem a prática deste esporte, potencializando a tradição
de uma cultura ginástica secular que ostenta a hegemonia
de um adestramento rígido, marcial, disciplinado,
“fechado” e impositivo.
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