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Artigo
19 - Ansiedade em Jovens Ginastas de Elite
Joan
L. Duda, Ph.D.; Lori Gano-Overway,
M.S. - Purdue University - Junho, 1996 – Technique, Vol.
16, No. 6.
Tradução: Luis
Picasso
Definição
de Stress e Relaxamento
O mundo da ginástica de alto nível é caracterizado
pela competição, pela exposição pública
das habilidades, e pela avaliação por árbitros. Este
ambiente pode gerar uma pressão nos ginastas de todas as idades,
mas muito pouco é conhecido sobre a natureza e os efeitos da ansiedade
sobre os competidores e, principalmente, sobre jovens ginastas. Como tais
atletas vêem e respondem ao stress em alguns casos irá determinar
o seu sucesso na ginástica bem como a qualidade de sua apresentação.
O stress competitivo é definido como “emoções
negativas, sentimentos e pensamentos que podem estar relacionado à
experiência (atlética) tal como sentimentos de apreensão,
ansiedade, tensão muscular, nervosismo e preocupação”
(Scanlan, Stein, e Ravizza, 1991, p.105). Estes sentimentos e emoções
surgem de um desequilíbrio entre a percepção do atleta
de suas habilidades e as exigências da situação (Martens,
1987). Em essência, o stress competitivo é um processo individualizado
que é muito diferenciado em função de como cada atleta
percebe seu mundo esportivo. A finalidade deste artigo é examinar as
definições pessoais de stress entre jovem ginastas para aprender
mais sobre suas respostas à ansiedade. Para fornecer um contraste,
as definições de estado de relaxamento foram exploradas também.
O conhecimento de tais definições subjetivas é crítico
se nós esperamos maximizar o desenvolvimento de habilidades e manter
o envolvimento de jovens ginastas talentosos.
Método
A setenta e cinco ginastas do sexo feminino integrantes do programa Equipe
Nacional Americana do TOP’s (programa desenvolvido para descoberta de
jovens talentos para a prática da ginástica) de 1993-1994, entre
as idades de 9-12 anos (a idade média era 9,98 anos), foi ministrado,
pelo autor (Duda), um questionário dividido em várias seções
no Campo de Treinamento Nacional. Ao finalizar as instruções
as ginastas foram incentivadas a responder as questões apresentadas
honestamente e em suas próprias palavras. Foi assegurado que suas respostas
seriam mantidas em sigilo e que as respostas seriam relatadas somente após
classificadas e agrupadas. O inventário compreendeu um determinado
número de perguntas abertas e foi focalizado em:
1 - Nas características do stress e os estados de relaxamento.
2 - As causas do stress percebidas.
3 - As maneiras pela qual foi manifestado o stress.
4 - As formas utilizadas pela ginasta para tentar controlar sua ansiedade.
Nos termos de definições pessoais, foi pedido às ginasta
para completar as frases: “O stress é ... “ e “O
relaxamento é ... “ especificamente à sua participação
na ginástica.
As respostas foram revistas pelos investigadores e divididas em categorias
temáticas para determinar como as ginastas experimentam estes estados
diferentes. A freqüência das respostas em cada categoria foi classificadas
e calculada.
Resultados
Foi descoberto que as jovens ginastas definem o stress como uma resposta
somática negativa, cognitiva, e emocional em termos da situação
em que se encontram. O relaxamento é um componente relacionado a aspectos
positivos dos elementos acima mencionados. A Tabela 1 mostra quatro categorias
temáticas. Em cada caso existem exemplos de citações
e a porcentagem das respostas classificadas dentro da categoria particular
fornecida.
Discussão
A pesquisas da psicologia desportiva têm demonstrado que o stress
do competidor conduz a um decréscimo do desempenho, aumenta a probabilidade
de lesões, e aumenta a dificuldade em manter a concentração
(Beuter e Duda, 1985; Burton, 1988; Williams, Tonymon e Anderson, 1991). Estudos
mostram também que a ansiedade leva à uma diminuição
na satisfação da prática do esporte e aumenta a taxa
de abandono da modalidade (Smith, 1986). Consciente desta literatura, um exame
da percepções do stress nos membros do TOP’s revelou que
a experiência leva a um estado desagradável e indesejável
que é manifestado na maneira de pensar, sentir, e agir. Isto mostra
que as jovens ginastas têm consciência de que é o stress
dentro de seu ambiente de treinamento. O stress foi especialmente associado
ao temível e/ou a reações emocionais frustrantes que
ocorrem no esporte. Baseado nas respostas, ficou evidente que a amostra de
ginastas não se viu ansiosa com sua condução ao desempenho
de alto nível ou com sua experiência relacionada com a ginástica
de alto nível.
As ginastas membro da Equipe Nacional do TOP’s também tinham
consciência no contraste de dimensões positivas associadas com
o relaxamento. Viram o relaxamento como afirmação de pensamentos
positivos, sentimentos bons e, em especial, uma condição desejável
em termos de seu corpo. Estes resultados também foram comparados com
a literatura da psicologia desportiva que sugere que o relaxamento é
“um estado de relaxamento mental prepara o atleta para render mais eficientemente
do que se estivesse em um estado ligeiramente tenso. O músculo relaxado
pode contrair-se mais eficientemente do que o músculo ligeiramente
enrijecido” (Kubistant, p. 1986 126). Assim, quando um ginasta está
relaxado, tem sua concentração facilitada, conserva melhor a
energia e consegue controlar aspectos minuciosos de seu desempenho.
Para diminuir a freqüência e a intensidade de respostas ao stress
(e para promover a ocorrência do estado de relaxamento), nós
necessitamos saber o que os ginastas acham ser a causa da sua ansiedade. As
fontes encontradas para o stress na amostragem das ginastas membro da Equipe
Nacional do TOP’s será explorada na segunda parte desse artigo.
Tabela 1
Definições
de Stress e Relaxamento entre Jovens Ginastas
“Stress é . . . “
1) Resposta Afetiva Negativa (42.5%)
“Frustração. Isso me deixa com raiva, medo, tensa ou nervosa.”
”Você se sente tensa, nervosa, com medo e algumas vezes desencorajada
a fazer alguma coisa.”
“Quando você se sente muito nervosa ou apenas nervosa. Ou quando
você está tentando fazer um elemento e tem medo.”
2) Resposta Corporal Negativa (26.3%)
“Você fica tensa, com medo e nervosa. “Stress é quando
seu corpo fica tenso e começa a temer.”
“Você começa a suar a musculatura fica tensa, você
começa a ficar “paralisada” e você não consegue
fazer nada do jeito que deseja.”
“Você fica nervosa e a musculatura do abdome fica tensa. Você
transpira muito e fica muito tensa.”
3) Situação Negativa Criada por Você
mesma ou por Outra Pessoa (15.6%)
“A pressão é muito grande. Stress é quando você
recebe todos os tipos de pressão e isso não é nada confortável.”
“Você está tensa e nervosa e algo grave acontece ou não
consegue fazer nada.”
“Nervosa, quando você não está fazendo as coisas
como deve e alguém grita com você, ... em competição.”
4) Pensamentos Negativos em Relação
à Sua Performance (13.8%)
“Você fica com medo de fazer o elemento ou fica preocupada em
machucar-se. Quando você fica preocupada com isso.”
“Fico nervosa ou com medo se ficar satisfeita com minha performance.”
“Você fica realmente nervosa e não pensa, você não
consegue fazer nada. Você não consegue se acalmar.” |
“Relaxamento
é . . . “
1) Resposta Afetiva Positiva (29.1%)
“Você está calma e gentil ... e você pode gracejar
com todos.”
“Um grande sentimento, ... você está feliz.”
2) Resposta Corporal Positiva (36.4%)
“Seus músculos e seu corpo estão relaxados e você
se sente confortável.”
“Você se sente bem, você tem controle sobre seu corpo.”
“Quando sua musculatura está relaxada.”
3) Situação de Prazer Criada por Você
mesma ou por Outra Pessoa (6.9%)
“Você está totalmente relaxada e faz exatamente o que deve
ser feito.”
“Você consegue tirar da cabeça algo estressante ou apenas
não fazendo nada.”
“Sem pressão.”
4) Pensamentos Positivos em Relação
à Sua Performance (24.5%)
“Você não fica nervosa quando você sabe que pode fazer
algo.”
“Você se sente confiante e se sente bem com você mesma.”
“Você só tem pensamentos felizes.” |
Origens do Stress
Nós revelamos que jovens ginastas talentosas definem stress como
uma resposta negativa que se manifesta em seu corpo, pensamentos, sentimentos
também em termos de situações em que se encontram.
Essas definições pessoais de ansiedade indica claramente que
o stress influencia negativamente a qualidade de sua performance.
Como a resposta do stress é resultado de um processo perceptivo,
nós necessitamos saber o que os ginastas pensam ser a causa que lhes
faz sentir ansiosos, se nós esperamos diminuir a freqüência
e a intensidade do stress na ginástica (e para promover a ocorrência
de estados de relaxamento). A pesquisa da psicologia desportiva sobre os
antecedentes do stress revelou as seguintes fontes:
1. Baixa percepção mental e física à prontidão
para a atividade.
2. Alto nível de fadiga.
3. Alta expectativa de outras pessoas.
4. Medo de falhar ou cometer um erro.
5. Saber da importância da competição.
6. Expectativa elevada pelo resultado.
7. Medo de avaliação negativa.
8. Participação forçada na atividade.
(Cohn, 1990; Gould, Petlichkoff, and Weinberg, 1984; Jones, Swain,
and Cale, 1990; Passer, 1983; Scanlan and Lewthwaite, 1984).
Os estudos para obtenção desse dados, entretanto, foram inicialmente
obtidos com ginasta mais velhos do sexo masculino. Com respeito às
condições, algumas vezes treinadores e familiares erroneamente
acreditavam que jovens ginastas não acham o ambiente de treinamento
e competição estressante. A finalidade do presente artigo
é examinar o que jovens ginastas de alto nível do sexo feminino
pensam ser os fatores determinantes de sua alta ansiedade.
Método
A Setenta e cinco ginastas do sexo feminino integrantes do programa TOP’s
de 1993-1994, entre as idades de 9-12 anos (a idade média era 9,98
anos), foi ministrado um questionário dividido em várias seções
durante o Campo de Treinamento Nacional. Ao finalizar as instruções,
as ginastas foram incentivadas a responder às questões honestamente
e em suas próprias palavras. Foi assegurado que suas respostas seriam
mantidas em sigilo e que as respostas seriam relatadas somente após
classificadas e agrupadas. O inventário compreendeu um determinado
número de perguntas abertas sobre o stress. Especificamente sobre
o que pensavam sobre a fonte do stress, às ginastas foi solicitado
que respondessem as seguintes questões: “Na ginástica,
o que você acha ser mais stressante?” e “O que te faz
sentir mais nervosa?”
As respostas foram revisadas por dois pesquisadores e divididas em duas
categorias para determinar o que as ginastas achavam ser as causas do stress
na prática da ginástica. A freqüência das respostas
foi calculada em cada uma das categorias.
Resultados
Como mostra a Tabela 2, algumas fontes de stress foram reveladas pelas
ginastas e foram divididas em oito categorias temáticas:
1. Execução de determinados elementos.
2. Medo do julgamento.
3. Aspectos da competição.
4. Medo de cometer erros.
5. Alta expectativa de outras pessoas e de si mesma.
6. Pressão relacionada ao tempo.
7. Condições do ambiente.
8. Medo de machucar-se.
Exemplos das respostas mais comuns dentro das categorias de classificação.
Tabela 2: Fontes de Stress Entre Jovens
Ginastas
| Fontes
de Stress |
Definição
das Fontes de Stress |
Exemplos
Dados pelas Ginastas |
Execução
de Determinado Elemento (38%)
|
Apreensão
associada com a execução de determinados elementos novos, difíceis
ou que está sendo apresentada pela primeira vez em competição. |
Sinto stress como “caindo
da trave ao fazer novos elementos ou elementos que dão medo.”
Sinto stress “quando faço
seqüências na trave, rodante, duplo mortal, me machucando, enfrentar
um Tsukahara, excesso de rotação na saída.”
Sinto stress “ao tentar algum elemento novo ou fazendo alguma coisa
que nunca fiz em competição.”
Sinto stress “quando tenho que aprender novos elementos
e quando estou competindo.”
|
| Medo
do Julgamento (25.7%) |
Sendo
observada e avaliada por algumas pessoas tais como familiares, árbitros,
treinadores, ou pessoas famosas. O comportamento e respostas específicos
de pessoas que podem fazer uma avaliação negativa também
foram incluídos. |
Sinto stress “quando
todas essas pessoas estão olhando você, pessoas que são
melhores que você, árbitros analisando cada movimento.”
Sinto stress “quando
estou na frente dos árbitros, pessoas me filmando, e tenho medo de
errar e me envergonhar.”
|
| Aspectos
da Competição (14%) |
Estando
em um ambiente de competição e/ou competindo (principalmente nas
competições importantes).
|
Sinto stress “quando fico
nervosa ...em competições. Porque todo mundo está te
olhando e ainda tem os árbitros.”
Sinto stress “quando
dou o meu máximo e meu técnico diz que não está
bom.”
Sinto stress em “...uma
grande competição e você sabe que é a melhor ginasta
participando.”
“O que me deixa nervosa é ir para as competições.”
|
| Cometendo
Erros (4.1%) |
Respostas
associadas com erros, preocupação em que os erros se tornem freqüentes
e não conseguir fazer um elemento corretamente. |
“Fico nervosa quando
na competição durante o aquecimento começo a cair muito
e fico com medo de cair na hora de competir.”
Sinto stress “quando
faço toda a minha série e caio na saída. Isso me estressa
muito.”
“Sinto-me estressada
quando repito um elemento várias vezes e não consigo acertar.”
|
| Alta
Expectativa de Outras Pessoas e de Si Mesma (4.1%) |
Sentimento
de ansiedade associado ao fato de saber que deve competir bem baseado na própria
expectativa ou na pressão de outras pessoas. |
Sinto stress “quando
meu treinador me pressiona. Como: se você não fizer isso direito,
você não vai para a competição.”
Sinto stress “quando
o treinador coloca a responsabilidade em você para vencer.”
Sinto stress “quando
as pessoas te fazem sentir como tendo a responsabilidade de fazer determinado
elemento e receber nota mais alta que qualquer outra ginasta.”
Sinto stress “quando
tenho que fazer alguma coisa e não quero fazer.”
|
| Pressão
do Tempo (3.5%) |
Stress
devido à espera e não se sentindo pronta para executar determinado
elemento antes do começo da competição, espera pela autorização
dos árbitros, apressando-se com os aquecimentos programados, ou esperando
para competir após um atraso. |
Sinto stress “quando tenho
que aquecer rápido”
Sinto stress “quando
você tem que ir a uma competição e não se sente
pronta.”
Sinto stress “se
um árbitro demora para autorizar o início da série.”
|
Medo
de Machucar-se (2.9%)
|
Medo
de lesionar-se durante a competição. |
Stress = fazer um novo
elemento e pensar que vai se matar.”
Sinto stress “quando
salto para o barrote superior e sinto que isso vai quebrar meu cotovelo.”
|
| Condições
do Ambiente (1.8%) |
Aspectos
do ambiente físico ou aparelhos que deixam a ginasta nervosa. |
“Sinto-me
muito nervosa quando os barrotes estão escorregadios...se os colchões
são muito duros...” |
Discussão
Desde de que ansiedade é conseqüência da percepção,
a identificação de fatores pessoais determinantes de um atleta
para a ansiedade é a primeira etapa para ajudá-lo a tratar eficazmente
o stress. Com respeito à amostragem de jovens ginastas do TOPs, é
importante ressaltar que a idade e o elevado nível técnico das
ginastas não representaram nenhum problema na determinação
das razões do stress na ginástica. As fontes principais do stress
entre membros da Equipe Nacional do TOPs é a execução
de alguns elementos, o medo da avaliação e as situações
que são criadas no ambiente de competição. A partir destas
descobertas, os treinadores seriam sábios em empregar estratégias
que realcem a autoconfiança de jovens ginastas em relação
à execução de determinados elementos. Em particular quando
o ginasta deve aprender um elemento novo ou tenta limpar uma série,
as etapas devem ser respeitadas a fim de reduzir críticas desnecessária
ao seu desempenho (por parte do treinador, dos pais, e por parte de outros
ginastas). Para reduzir a ansiedade associada às competições,
competições simuladas devem ser incorporadas ao treinamento.
Além da utilização do treinamento mental que pode ajudar
o ginasta a familiarizar-se com as ansiedades do ambiente de competição.
Os ginastas apresentam variações na maneira em que manifestam
o stress. Com relação aos dados obtidos nessa pesquisa com alguns
membros da Equipe Nacional do TOPs, nós vimos que as jovens ginastas
de elite poderiam definir e distinguir o stress e o relaxamento e prontamente
fornecer informações a respeito de o que os causa. Desenvolver
intervenções eficazes para se opor à ansiedade exige
que saibamos também como ginastas nessa faixa etária “experimenta”
o stress.
Referências
Citadas
Beuter, A., and Duda, J.L. (1985). Analysis of the arousal/motor performance
relationship in children using movement kinematics. Journal of Sport Psychology.
7, 229-243.
Burton, D. (1988). Do anxious swimmers swim slower? Reexamining the elusive
anxiety-performance relationship. Journal of Sport and Exercise Psychology.
10, 45-61.
Cohn, P.J. (1990). An exploratory study on sources of stress and athlete burnout
in youth golf. Sport Psychologist, 4, 95-106.
Gould, D., Jackson, S., and Finch, L. (1993). Sources of stress in national
champion figure skaters. Journal of Sport and Exercise Psychology, 15, 134-159.
Gould, D., Petlichkoff, L., and Weinberg, R.S. (1984). Antecedents of, temporal
changes in, and relationships between CSAI-2 subcomponents. Journal of Sport
Psychology, 6, 289-304.
Kubistant, T. (1986). Performing your best: A guide to psychological skills
for high achievers. Leisure Press: Champaign, IL.
Jones, G., Swain, A., and Cale, A. (1990). Antecedents of multidimensional
competitive state anxiety and self-confidence in elite intercollegiate middle-distance
runners. The Sport Psychologist, 4, 107-118.
Martens, R. (1987). Coaches guide to sport psychology. Human Kinetics Publishers:
Champaign, IL.
Passer, M. (1983). Fear of failure, fear of evaluation, perceived competence,
and self-esteem in competitive trait-anxious children. Journal of Sport Psychology,
5, 172-188.
Scanlan, T.K. and Lewthwaite, R. (1984) Social psychological aspects of competition
for male youth sport participants: I. Predictors of Competitive Stress. Journal
of Sport Psychology. 208-226.
Scanlan, T. K., Stein, G. L., and Ravizza, K. (1991). An in-depth study of
former elite figure skaters: III. Sources of stress. Journal of Sport and
Exercise Psychology. 13, 103-120.
Smith, R.E. (1986). Toward a cognitive-affective model of athletic burnout.
Journal of Sport Psychology. 8, 36-50.
Williams, J. M., Tonymon, P., and Anderson, M. B. (1991). The effects of stressors
and coping resources on anxiety and peripheral narrowing. Journal of Applied
Sport Psychology, 3, 1 26-141.
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