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Artigo 12 - Generalidades sobre lesões na Ginástica Artística

Por Marcelo Miyashiro¹ e Denis Ribeiro Patrocinio² - Ginásticas.com. ¹ - Bacherelando em Educação Física - USP - 2003; ² - Pós-graduado em Fisiologia do Exercício - UNIFESP e Licenciado em Educação Física - FIG.

Esta revisão de literatura tem o objetivo de fornecer conhecimentos gerais sobre lesões na ginástica artística. Infelizmente, o número de questões efetivamente respondidas sobre este assunto ainda é relativamente pequeno. Os estudos analisados consideravam alguns aspectos específicos acerca das lesões, como:

  1. Orientação para as lesões na ginástica feminina, com poucos estudos sobre a ginástica masculina, de maneira que se deve notar a maior validade das informações deste artigo para a ginástica feminina, embora existam semelhanças aplicáveis à ginástica masculina;

  2. Associação da proporção de lesões com o nível de habilidade dos ginastas e a dificuldade exigida em cada nível;

  3. Associação da proporção de lesões com os diferentes aparelhos;

  4. Fatores que aumentam o risco de lesões;

  5. Localização anatômica das lesões (partes do corpo mais freqüentemente afetadas).

Lesões e nível de habilidade e dificuldade

Parece haver uma relação diretamente proporcional entre o nível de habilidade dos ginastas e a ocorrência de lesões. MCAULEY et al. (1987) fornecem dados que indicam uma freqüência de lesões quase cinco vezes maior em ginastas de Nível I (classificação da USGF, United States Gymnastics Federation) comparadas com ginastas de Nível II. Os mesmos autores apontam outros estudos (como os de LOWRY & LEVEAU, 1982 e PETTRONE & RICCIARDELLI, 1987) os quais relatam taxas de lesões muito pequenas em ginastas não competitivos.

Foram estabelecidas ao menos duas hipóteses para explicar essa aparente correlação. Em primeiro lugar, ginastas de níveis mais altos, devido à exigência de sessões de treinamento mais longas, teriam um tempo de prática maior, expondo-se dessa maneira a um risco maior de lesões. Além disso, a maior dificuldade das habilidades executadas por ginastas de nível mais alto claramente aumentaria a chance de lesões.

Lesões e os diferentes aparelhos

Em conformidade com os estudos de MCAULEY et al.(1987) e NUNOMURA (2002), na ginástica feminina o aparelho com a maior freqüência de lesões é o solo, com trave e paralelas assimétricas empatados em segundo lugar, seguidos pelo salto sobre o cavalo, com a menor freqüência.

Destaca-se no exercício de solo a alta freqüência de lesões nas aterrissagens de movimentos aéreos, sobretudo de elementos com piruetas (em que o ginasta gira em torno do seu eixo longitudinal).

Em relação ao salto sobre o cavalo, a freqüência menor de lesões seria explicada pelo tempo muito curto de execução do salto, de apenas poucos segundos, assim como pelo tempo menor de prática no aparelho em relação aos demais aparelhos. No entanto, certos estudos afirmam ser o salto e o solo eventos com os riscos de lesões semelhantes.

Fatores que aumentam os riscos de lesões

Alguns fatores sugeridos como favorecedores das lesões a partir dos estudos foram:

  • a duração das sessões de treinamento, progressivamente maior desde a iniciação até o alto nível (fato já observado nesse artigo);
  • a falta de auxílio ou ajuda do técnico ou outra pessoa durante a execução;
  • a não-utilização ou utilização não-adequada dos equipamentos de proteção;
  • as saídas dos aparelhos, principalmente aquelas de elementos com piruetas (rotação em torno do eixo longitudinal do corpo) foram apontadas como uma grande causa de lesões no joelho;
  • o aumento da dificuldade dos elementos e da competitividade;
  • falta de concentração;
  • excesso de treinamento, com muitas sessões.

Localização anatômica das lesões

MCAULEY (1987) afirma haver consenso sobre o fato de que a região de lesões mais freqüentes são os membros inferiores, com menores incidências nos membros superiores, tronco e coluna vertebral.

As regiões mais estudadas em termos de lesões foram o cotovelo, joelho, tornozelo, coluna vertebral, punho e ombro, com problemas desde dores até deslocamentos e fraturas. Os casos de dores são mais freqüentes no punho, associadas à sua dorsiflexão, e região lombar da coluna, provavelmente devido à constante hiperextensão exigida em ginastas femininos. Lesões por deslocamento e fraturas foram mais atribuídas às articulações do cotovelo e joelho. O tornozelo foi apontado por diversos autores como uma das articulações de traumas mais freqüentes.

Confira alguns dados, segundo o Dr. João Gilberto Carazzato, que publicou no "Manual de Medicina do Esporte (Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva), dados coletados em atendimentos durante 20 anos (1972-1992) (COOPERATIVA DO FITNESS, 2003):

- Na Ginástica Artística, houveram tais percentuais de lesões por membro: 

Segmentos Corpóreos
%
Joelho
18,9
Tornozelo
17,9
Mão
17,4
Coxa
11,4
Ombro
8,1
Coluna
7,0
4,6
Cotovelo
3,4
Perna
2,8
Punho
2,8
Antebraço
2,6
Bacia
1,9
Braço
0,3
Outros
0,9

- Os tipos de lesões mais freqüentes:

Tipo de Lesão
%
Entorse
32,7
Rótula Muscular
8,0
Contusão
9,6
Menisco/ligamento/joelho
2,4
Mioentesite
3,7
Rótula sub-luxans
1,6
Fraturas
5,3
Coluna
14,0
Tendinite
5,9
Osteocondrite
5,1
Periostite
0,5
Neurite
1,6
Bursite
0,5
Luxação
2,4
Artrose
0
Outros
6,7

Já na Ginástica Rítmica, segundo o Prof. Leandro Lazzareschi, Educador Físico, Fisioterapeuta da AACD e Especialista em Reabilitação Cardíaca, há uma maior incidência de lesões articulares, em joelho, tornozelo e alguns casos em extremidades de punho, podendo variar em tendinite (tenosinovite) como lesões mais sérias com rupturas ligamentares; fato esse observado na maioria das execuções da linha de ginástica de solo (COOPERATIVA DO FITNESS, 2003).

 

Bibliografia:

MCAULEY, E.; HUDASH, G.; SHIELDS, K.; ALBRIGHT, J.P.; GARRICK, J.; REQUA, R.; WALLACE, R.K. (1987). Injuries In Women´s Gymnastics. American Journal of Sports Medicine. 15(6), 558, 565.

NUNOMURA, M. (2002). Lesões na Ginástica Artística: Principais Incidências e Medidas Preventivas.Revista Motriz. Vol.8 n.1 pp.17-24.

Cooperativa do Fitness - Website: http://www.cdof.com.br/index.htm, 2003.

  

 
 
     
 

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