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Artigo
07 - O
Papel do Técnico
Por:
Cintia
C. Santos, Daniel V. Lovizzaro, Fernanda C. Baffi,
Ludmilla S. Kühl, Vanessa M. Targa e Viviane Gomes
- Parte do trabalho de conclusão de curso da
Faculdade de Educação Física - FEFISA, Santo André -
2001.
O
técnico é o principal responsável pela aprendizagem da
criança, tendo por função orientá-las e corrigi-las em
um determinado movimento, dar motivos para que a crianças
possam desempenhar o seu papel da melhor maneira possível
e como agente facilitador, ajudar a criança nas relações
interpessoais com os outros companheiros da equipe em
questão (FEIJÓ, 1998). O profissional do esporte vai
influenciar seu atleta positiva ou negativamente conforme
suas atitudes e sua personalidade, em determinadas situações.
Os atletas esperam do técnico, atitudes e ações que os
orientem para que possam alcançar o sucesso.
Cabe
ao técnico, a chamada à razão e as condutas ao raciocínio
lógico, de maneira a permitir que todos possam analisar e
assumir as melhores opções diante das propostas
oferecidas ou criadas. Diante dos jovens atletas, o técnico
é uma pessoa estranha ao meio familiar, que exerce muita
influência em atitudes que serão incorporadas a vida, em
seu dia-a-dia. Este motivo de interferência atitudinal
será, por vezes, o estopim para conflitos família-equipe
esportiva. Pais poucos preparados para a independência de
filhos atletas costumam enxergar nos técnicos um impostor
em busca de adoção de jovens atletas.
A
interação Técnico-Atleta
Atualmente,
os técnicos têm evidenciado e valorizado a preparação
psicológica em suas equipes, para poderem lidar com situações
de pouca confiança, de insegurança e medo e, até de
muita confiança e euforia. Segundo pesquisas de MACHADO
(1996), sobre a interação entre técnicos e atletas,
verificou-se a que compatibilidade entre estas pessoas está
ligada as suas necessidades, sendo complementares entre
si. Isto mostra que a interação perfeita entre o técnico
e atleta acontece quando há uma troca entre as partes,
favorecendo para que o atleta não seja visto como um
objeto à bem da conquista de um objetivo maior, e o técnico
não seja visto como um indivíduo autoritário e que está
sempre com a razão.
O
autor afirma que pode haver, também, técnicos e atletas
com o nível de interação médio onde um preenche
parcialmente as necessidades do outro. Neste caso o atleta
tolera o técnico e vice-versa em favor de um objetivo ou
não, mas importante para eles, buscando manter o
relacionamento pessoal com tolerância aceitável, sem
atritos. As interações entre técnicos e atletas
dependem principalmente das necessidades e personalidade
dos envolvidos; isto pode influenciar na performance,
tanto negativamente como positivamente, quando não
existir correspondência com as necessidades requeridas ou
sobrarem estímulos inadequados. Cabe ao técnico saber e
informar ao atleta, da melhor maneira possível, situações,
informes e conselhos que objetivam uma melhora na
performance esportiva. Além dos fatores emocionais que
podem influenciar as pessoas envolvidas, temos os fatores
econômicos.
As
pressões que estes sofrem por parte dos patrocinadores,
clubes, dirigentes, e outros, com o intuito de
apresentarem sempre uma performance impecável, atingem
diretamente o atleta (ou a equipe) e ou o técnico. Questões
salariais, prêmios em dinheiro por vitórias, bônus e
outros também fazem parte destes fatores que afetam a
performance do atleta e do técnico, seja positiva ou
negativamente. Conseqüentemente, o relacionamento de um
atleta e um técnico pode estar centrado ou sustentado por
estes fatores.
Segundo
MORENO (1975) citado por FRANCO (2000), criador do
psicodrama (uma forma de psicoterapia), não existe o eu
sem o tu. Já viu que loucura?! Eu só existo porque você existe, assim
como você, que só existe porque eu existo... Pode?
Tanto
o técnico pode facilitar a imagem que cada atleta seu faz
de si próprio, como também pode "arrasar" com
qualquer projeto de auto-imagem esportiva. O inverso também
acontece, quando um atleta de ponta, por exemplo,
proporciona a fama de um técnico ou contribui para seu
fracasso profissional.
O
papel do técnico ultimamente acumula funções de técnico
+ professor + fisioterapeuta + psicólogo + patrocinador
e, por que não dizer, até pai!
Saber
até onde ir com um atleta tem sido uma grande incógnita
dos técnicos mais conscientes. Como contribuir para o
desenvolvimento da relação sem dominá-la? O que são meus desejos esportivos e o que são nossos desejos esportivos? O que fazer com essas respostas? O que é
ser um bom técnico? Tenho que perguntar para os meus
atletas?
Se
essas perguntas forem feitas no início de um planejamento
esportivo e respondidas, debatidas e esclarecidas
conjuntamente (técnico e atleta), o prognóstico será um
dos mais favoráveis!
Todos
reconhecem que a qualidade das relações interpessoais
interfere profundamente no desempenho de suas
performances, e é sua força que vai superar as derrotas
e segurar firme o afã do sucesso.
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