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Artigo
02 - Conhecendo
a Ginástica Olímpica
A
Ginástica Olímpica é um conjunto de exercícios corporais
sistematizados, aplicados com fins competitivos, em que se
conjugam a força, a agilidade e a elasticidade. O termo
ginástica origina-se do grego gymnádzein, que significa
"treinar" e, em sentido literal, "exercitar-se
nu", a forma como os gregos praticavam os exercícios.
História
Foi na Grécia que a ginástica alcançou um lugar de destaque
na sociedade, tornando-se uma atividade de fundamental
importância no desenvolvimento cultural do indivíduo.
Exercícios físicos eram motivo de competição entre os
gregos, prática que caiu em desuso com o domínio dos
romanos, mais afeitos aos espetáculos mortais entre homens e
feras. Durante a sangrenta Idade Média, houve um desinteresse
total pela ginástica como competição e o seu aproveitamento
esportivo ressurgiu na Europa apenas no início do século
XVIII. Foram então criadas as escolas alemã (caracterizada
por movimentos lentos e rítmicos) e sueca (à base de
aparelhos). Elas influenciaram o desenvolvimento do esporte,
em especial o sistema de exercícios físicos idealizado por
Friedrich Ludwig Jahn (1778-1852), o Turnkunst, matriz
essencial da ginástica olímpica hoje praticada.
Modalidades
A ginástica olímpica baseia-se na evolução técnica de
diversos exercícios físicos. Para os homens, as provas são:
barra fixa, barras paralelas, cavalo com alças, salto sobre o
cavalo , argolas e solo. As Mulheres disputam exercícios de
solo (com fundo musical), salto sobre cavalo (de 1,10 m de
altura, na horizontal), barras assimétricas (de 2,30 m e 1,50
m de altura), e trave de equilíbrio (de 10 cm de largura e 5
metros de comprimento).
Julgamento e Pontuação
Os exercícios de cada ginasta são julgados e pontuados por
um júri. Existem os elementos obrigatórios em cada aparelho,
que todos os ginastas devem praticar ou perderão pontos. O
ginasta deve acrescentar outros elementos para obter pontos
extras. Todos os exercícios tem um valor inicial, que para os
homens é 8.4 e para as mulheres 9.0. Isto quer dizer que se o
ginasta não acrescentar elementos que valem bônus, seu exercício
poderá obter no máximo essas notas, mesmo que sejam
executados perfeitamente. O valor de cada elemento e os
movimentos obrigatórios de cada aparelho estão no "Código
de Pontos" desenvolvido pela FIG. Este código muda a
cada quatro anos, após as Olimpíadas, tornando-se mais difícil.
Os juízes procuram erros de postura, de execução, dentre
outros, para deduzir da valor inicial do atleta.
Competições
A ginástica faz parte das olimpíadas desde as competições
de Berlim (1936), quando foram criadas as categorias masculina
e feminina, individual e por equipe. A cada dois anos
realizam-se campeonatos mundiais. Na Ginástica Olímpica
Feminina, podem participar desses campeonatos e das Olimpíadas
ginastas com 16 anos de idade ou mais.
Na história dos jogos olímpicos, destaca-se o desempenho das
ginastas femininas, como a soviética Olga Korbut, medalha de
ouro em Munique (1972), e a romena Nadia Comaneci, em Montreal
(1976). Aos 14 anos, Comaneci obteve quatro vezes a nota dez
do júri, alcançando ouro nos exercícios individuais, nas
barras assimétricas e na trave de equilíbrio.
Na Ginástica Olímpica Brasileira, destacam-se as ginastas
Luisa Parente, que ganhou os Jogos Pan Americanos de 1991 e
representou o Brasil nas Olimpíadas de 88 e 92, Soraya
Carvalho, que conseguiu a classificação para as Olimpíadas
de Atlanta, mas não pode competir devido a uma lesão no
tornozelo e mais recentemente Daniele Hypólito, de 15 anos,
a principal esperança brasileira para as Olimpíadas de 2000.
(Créditos:
Eugênia
del Vigna)
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